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29 de fevereiro de 2008

Fiquei rico porque vendi xarope, mas compraram Coca-Cola

Nem sempre o produto que você vende é o mesmo que seu cliente compra. Fique atento para não deixar uma boa oportunidade de ganhar dinheiro passar.

Escultura de chiclete

A imagem acima é de uma escultura feita com chiclete de morango. Uma matéria prima no mínimo inusitada. Logo abaixo temos o homem que entrou para o livro dos recordes por fazer a maior corda de embalagem de chicletes de que se tem notícia.

Corda com papel de chiclete

Estas imagens me lembraram o ‘causo’ de um consultor que conheci. Um dos seus maiores desafios foi ajudar uma senhora a vender melhor seus bombons de chocolate.

Era um caso de amor pelo produto que ela mesma produzia.

A primeira coisa que o consultor fez, foi saber dos clientes o que eles achavam do produto dela. Bom, com certeza a senhora não ia gostar do resultado da rápida pesquisa. O produto não era lá essas coisas.

Mesmo depois do consultor dar a fatídiga notícia, ela se recusava a acreditar. Dizia que sempre tinha vendido seu produto do mesmo jeito. Como ela poderia ter chegado até ali sem um bom produto? Errada estava a pesquisa e não ela.

De volta a prancheta 

O consultor voltou a pesquisa. Agora queria saber porque os clientes estavam comprando os bombons de chocolate se o consideravam um produto ‘duro de engolir’. O resultado dessa vez foi mais interessante.

A caixinha caro Watson, a caixinha.

Como a senhora estava irredutível quanto a qualidade do seu bombom de chocolate e o propósito do consultor era aumentar as vendas, ele desistiu de tentar convencê-la e concentrou-se na embalagem. Sugeriu ampliar a variedade de caixinhas, materiais e formatos.

A senhora gostou da idéia e pagou para ver.

O resultado foi excelente! As vendas aumentaram muito e sem ferir o orgulho da teimosa senhora. Apenas o consultor sabia que a loja vendia chocolate, mas os clientes compravam embalagem.

O mundo pelo prisma de quem compra

Todos que conheço já compraram e venderam alguma coisa. Não deveria ser difícil para quem vende saber o que se passa na cabeça de quem compra e vice-versa.

Procurar ver o mundo como o outro é um excelente exercício de vida e uma ótima chance de identificar uma oportunidade de ganhar dinheiro. Abaixo listei alguns produtos com dupla finalidade.

  • Lata de biscoitos – Porta trecos
  • Colchão de espuma – Bucha de pia
  • Guardachuva – Bengala
  • Coca-Cola Pet – Garrafa d’água
  • Requeijão – Copo
  • Celular – Câmera digital
  • Bata frita em lata – Antena Wifi
Você lembra de mais algum?
27 de fevereiro de 2008

Uma idéia para vender mais e mudar sua empresa para sempre

Troque ideias com os membros do fórum.

O melhor lugar para uma empresa estar não é numa esquina movimentada do centro da cidade, mas na cabeça do seu cliente. Como montar uma empresa de futuro.

Uma boa idéia para ganhar dinheiro

Às vezes recebo alguns e-mails de pessoas pedindo ajuda, para salvar seus negócios. Uma idéia de promoção geralmente. Só que até hoje não vi um único negócio ser reerguido ou salvo apenas com promoções.

Alguns casos são de pessoas que resolveram montar uma empresa em épocas favorecidas pela sazonalidade. Sem planejamento, acabam sucumbindo às épocas em que o movimento abaixa. Isso não se resolve com idéias de promocão de última hora, salvo algumas raridades.

São problemas graves e costumo sugerir que também busquem ajuda com quem já está envolvido no negócio. Existe uma técnica para fazer isso, que consiste em juntar todo mundo e conversar, que chamamos aqui no interior de ‘Toró de Parpites’ (Brainstorm). Se isso não resolver, amplie a técnica para fora da empresa. Pergunte aos clientes.

São coisas que funcionaram para mim e que compartilho esperando aprender algo em troca. Boas idéias para as horas ruins são difíceis de conseguir, ainda mais durante o sufoco.

Socorro! Onde estão os clientes?

Porém, tenho achado cada vez mais, pessoas e histórias com uma idéia que além de salvar seus negócios com o pé na cova, acaba fazendo a empresa vender muito mais de forma sustentável.

Este artigo é para o empreendedor, funcionário ou empresário, ajudar as empresas em que atuam, nessas reuniões de Brainstorm. Faltou idéia? Aqui vai uma excelente e que pode fazer grande diferença.

Para quem é funcionário é algo que pode ajudar a manter o emprego. Já que empresa falida é sinônimo de olho da rua, se você gosta do lugar em que trabalha pode ajudar no ‘Toró de Parpites’.

Trata-se de uma idéia para ganhar dinheiro e busca responder algumas perguntas:

  • Como vender mais? (a nova era)
  • Como gastar menos? (estrutura enxuta)
  • Qual a visão de futuro? (tendência)
  • Para onde vai o dinheiro? (seguindo o fluxo)
  • Onde estão os clientes? (aumentando os clientes)
  • Como eliminar a inadimplência? (ou quase)

Fique atento. Se seu negócio não é mais o mesmo, talvez sua concorrência já tenha aplicado esta idéia! Ela vale dinheiro.

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22 de fevereiro de 2008

Curso de atendimento ao cliente. Ninguém deveria precisar de um.

Uma dica simples, fácil e eficiente de como atender bem ao cliente, numa história real de atendimento.

Bala de menta como troco

Depois do artigo sobre a falta de moedas, me lembrei de uma cena que presenciei na loja de conveniência de um posto de gasolina.

A moça do caixa aprendeu uma lição que levará pelo resto da vida. Lição esta que deveria ter sido lhe passada em treinamento, mas aprendeu na pele e o pior, em ação com o cliente.

Uma lição simples. Mesmo assim alguns acham necessário fazer curso de atendimento ao cliente. Sinceramente, se o empreendedor e o funcionário precisam de curso para aprender isso então estão muito atrasados.

O melhor curso de atendimento ao cliente que existe é o que o papai e a mamãe ensinam assim que se aprende a andar. Atender ao cliente é uma questão de educação, respeito e vontade de ser útil.

Aprendendo com os erros dos outros

Um velhinho chegou ao caixa e pagou a conta. Recebeu de troco um punhado de balinhas de menta. Assim, sem mais nem menos, sem nenhuma pergunta. A caixa simplesmente presumiu que o velhinho queria as balas. Que velhinho não curte uma balinha de menta?

A fila andou e um senhor de cabelo grisalho chegou ao caixa com os produtos. Esperou a moça somar e dar o total. Sem titubear ele levantou uma sacola cheia de balas de menta e deu como pagamento! Armou o maior barraco.

Em voz alta ele disse; Há dois meses você me paga o troco com balinhas. Hoje eu quero comprar com as balinhas que você me deu no lugar do troco. Oras!

O resto da fila toda riu. Sorte da moça ninguém ter começado a bater palmas, senão seria uma ovação.

Lição: cliente não é trouxa.