A visão do palestrante Daniel Pink sobre a motivação na empresa
Entenda como pagar bonificações, prêmios e comissões podem arruinar a produtividade da sua empresa e aprenda maneiras mais efetivas de usar o dinheiro como tática motivacional

Nós já sabemos que uma boa empresa é feita de boas pessoas, não é mesmo? Sabemos como contratar funcionários. Entendemos o que é motivação, como funciona e ainda desenvolvemos um plano de ação para manter os ânimos nas alturas.
Entendemos qual o impacto que um negócio com propósito tem no comportamento das pessoas, sejam funcionários ou clientes e aprendemos como declarar a missão da empresa.
Com nossas pesquisas, estratégias e ações atingimos bons resultados. Porém, o trabalho ainda não está concluído. Falamos da motivação humana, uma área que costumeiramente foge do que consideramos aspecto lógico, afinal a motivação de cada um nasce de um sentimento, não de um raciocínio como pensam alguns.
É por isso que continuo a pesquisar, este é um assunto fascinante e a ciência traz algumas respostas que contradizem o senso comum. Em uma dessas buscas encontrei o palestrante Daniel Pink.
Esse palestrante respondeu a uma pergunta que me incomoda já há algum tempo. Porque prêmios em dinheiro, bonificações, comissões altas estão cada vez menos fazendo o ‘efeito esperado’, ou seja, o que era uma boa tática motivacional anos atrás parece funcionar menos com o tempo.
Um olhar científico sobre a motivação
Conforme aprendemos sobre o que nos motiva, ganhamos a sensação de que trata-se de algo que pode sofrer engenharia reversa e portanto ser posteriormente reconstruído, empacotado e até vendido. Que podemos enquadrar os comportamentos e motivações em uma caixinha.
Até certo ponto isso é verdade, mas só até certo ponto.
Os seres humanos não são tão previsíveis, se realmente fosse assim, então porque algumas de nossas tentativas em manter nosso pessoal feliz, criativo, produtivo e com iniciativa teimam em falhar, não é?
Estudar a motivação é outra maneira de conhecer a nós mesmos e a ciência é realmente surpreendente até mesmo assustadora quando evidencia o quanto podemos estar enganados em questões que tínhamos como definidas e o quanto nossos comportamentos podem estar em dissonância com o que acreditamos.
Quando a motivação não tem preço
Existem muitas táticas motivacionais e uma das mais comuns é pagar. Daniel Pink esclarece porque cargas d’água pagar funciona, mas nem sempre. Acontece que bônus e prêmios têm efeitos antagônicos dependendo do tipo de tarefa.
Vejamos:
- Tarefas mecânicas. Tarefas simples, que não exigem esforço criativo, automáticas e/ou braçais respondem perfeitamente bem aos prêmios, bônus e comissões.
- Tarefas cognitivas. Para aquelas tarefas que requerem cálculos, criatividade, inspiração e/ou elevado nível de abstração e concentração os incentivos financeiros não funcionam e ainda prejudicam o desempenho.
A cada dia mais tarefas do cotidiano passam do aspecto mecânico para o cognitivo graças a tecnologia e a automação. Administrações antigas tendem a querer bonificar ou punir porque era assim que se fazia com trabalhos braçais e acabam não entendendo porque essa tática não funciona mais tão bem.
Dinheiro motiva sim, mas de uma maneira peculiar.
Se você pensar que pode agora economizar com os salários está enganado. Segundo as pesquisas do Daniel é preciso pagar o suficiente para que os funcionários não pensem no dinheiro e possam concentrar-se no trabalho.
Então o que realmente é fator de motivação?
Os três fatores que realmente podem melhorar o desempenho e a satisfação pessoal são:
- Autonomia. A vontade de conduzir a própria vida está pungente nas pessoas e se você quer engajamento, dar autonomia é o melhor a ser feito. Comece devagar e por períodos curtos, faça testes.
- Domínio. Todo mundo quer continuar se aprimorando em algo, todos desejam dominar um assunto. Pense numa maneira de incentivar isso na sua empresa.
- Propósito. As pessoas querem um propósito. Se sua empresa tem um propósito, uma missão já é o primeiro passo para atrair as pessoas certas e mantê-las felizes e produtivas.
Assista ao video RSA Animate
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"... Blog da Doceshop rapidamente conquistou uma posição sólida entre os blogs corporativos, tem muito e bom conteúdo, e é constantemente linkado por muita gente séria..."
"...o Roberto é um cara bacana (com meia dúzia de dicas que trocamos por comentários, e-mails e MSN ele montou um dos melhores blogs corporativos do Brasil)."
"...se eu fosse você, iria agora dar uma lida, porque de empreende-dorismo o cara manja. E tem visão. E é ético. Em outras palavras, uma opinião como a dele não pode ser ignorada"
Meu nome é Roberto Machado, proprietário do DoceShop Atacado e Varejo de doces e autor deste
3 fevereiro, 2012 às 8:31 pm
Motivação não tem preço, e ponto final. Para este conceito poderíamos criar as mais diversas técnicas de estímulos, mas o fato é que não tem preço e não se pode calcular o que é subjetivo no individuo. Importante é saber que a ciência codifica esses comportamentos e acaba dando visibilidade aos gestores quanto ao que fazer para tornar equipes modelos de resultados pela sugestão (comportamental) e não pelo passe.
Parabéns pelo conceito científico, valida nosso aprendizado.
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3 fevereiro, 2012 às 11:23 pm
Olha parabéns pela sua reportagem, hoje o colaborador tem que renovar o contrato de trabalho todos os dias, ser empreendedor, ter qualidade de vida e meritocracia por resultados.
Concordo com sua perfeita colocação, hoje não tem que ter obrigatoriedade, a maior motivação, e a participação, o não ao paternalismo, a transparencia e o confronto honesto, a perpetuação evolutiva, uma pena que os empresários não se atentam para isto.
Parabéns mais uma vez,
Abraços.
Lucio Coutinho Zuim.
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4 fevereiro, 2012 às 9:25 am
Bom dia!
O mercado de trabalho brasileiro está em uma fase muito boa para os trabalhadores.Quando não é preciso estar constantemente pensando em desemprego o trabalhador começa a pensar em qualidade de vida.A capacitação profissional incentivada e desejada pelas empresas criou trabalhadores mais exigentes emocionalmente.Os salários se tornaram tão importantes quanto o relacionamento com a empresa.As remunerações extras (incentivos para horas a mais, e esforços a mais) não são mais aceitas pelos trabalhadores,que não querem mais viver somente para o trabalho,e sim ,dividir o seu tempo com vivências culturais,estudos,lazer,relacionamentos mais próximos com amigos e familiares.O futuro das empresas que não se adequarem a essas novas regras será de baixa qualidade em todos os sentidos.A administração cristã ( veja bem: Não é usar o nome de Deus para iludir e forçar o trabalho) é a mais desejada e a que dará mais certo.Ser correto e justo fará a diferença.O modelo feminino de administração atualmente, é o que mais se aproxima do desejável.
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male man Resposta:
fevereiro 5th, 2012 at 7:27 pm
concordo com grande parte do que disse, mas as mulheres, que são boas administradoras, com certeza, basta ver a responsabilidade que desempenham como donas de casa, não são tão perfeitas como foi colocado,
principalmente na questão emocional, elas não priorizam o lado racional tão importante na tomada de decisões.
A propósito, você não se julga um tanto quanto suspeita ao defender este ponto de vista feminino?
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Denise Mariaz Ribeiro Resposta:
fevereiro 6th, 2012 at 7:28 am
Bom dia!
A mulher administra a longo prazo.Tanto a educação e criação dos filhos quanto o orçamento doméstico e é isso que as empresas precisam para crescer.Ver a empresa que está sendo criada como um parto natural(dói muito mas tem uma grande compensação final) alimentá-la como a um bêbe (dar seu sangue por ela) aguentar suas crises de adolescência até que se torne madura o sufuciente para andar com as próprias pernas e te dar tranquilidade.Isso é modelo feminino de administração.
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4 fevereiro, 2012 às 9:24 pm
Dinheiro é muito bom, mas, só ele não basta para permanecer fazendo a mesma atividade, continuar na mesma função. O tempo passa, as coisas ali, paradas, sem projetos, sem realizações, e a gratificação gorda lá. Mas, e depois q o tempo passou, e as ideias coitadas, que acaram morrendo no papel porque as pessoas se prendreram a maldita da gratificação? Ainda bem que saí dessa……..
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6 fevereiro, 2012 às 8:37 am
Não basta ter o dinnheiro se a motivação se esvazia. A vida é feita de metas pessoais e profissionais e nem sempre o dinheiro é a base de algumas dessas metas
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6 fevereiro, 2012 às 12:04 pm
Informação nunca, nunca é demais. Concordo com o vídeo, contudo, há de se levar em conta a realidade e momento de cada grupo de trabalho, de cada empresa e de como os colaboradores estão inseridos neste contexto e nesta realidade. Há de ser notar as necessidades de cada individuo e a capacidade de cada um, juntamente com a atividade desenvolvida e o grau de maturidade de cada e a do grupo também. Vou testar as dicas e depois prometo trazer aqui os resultados.
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11 fevereiro, 2012 às 3:29 pm
Parabéns! Seu conteúdo sempre de primeira. Estou vivendo situação semelhante à citada no artigo. Sempre tive vontade de empreender mas não tinha experiência. Na empresa onde trabalhei, ultimamente, não conseguia mais me motivar em nenhum projeto, nem mesmo com aumento de salário. Sentia falta de Autonomia, Domínio, de um Propósito. Antes de sair, fiz algumas tentativas com a administração da empresa para mudar esta situação porém sem bons resultados. Então resolvi ir atráz de meu Propósito. Agora eu entendo porque existem grupos que desenvolvem ferramentas ótimas e distribuem de graça.
Obrigado pelos seus artigos, é uma das minhas fontes de inspiração e crescimento.
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