21 de março de 2007

Fidelidade ainda existe?

Apesar de consultores, administradores e afins pregarem aos quatro cantos como fidelizar clientes, aqui com meus botões discordo completamente do conceito. Esse termo, fidelidade, é forte demais para determinar o que eles querem dizer. Não existe cliente fiel, talvez o termo que mais se aproxime do relacionamento atual entre empresas e clientes seja ficante e ganha quem conseguir ficar mais tempo. Neste cenário não há lugar para conforto, é preciso manutenção e assistência constantes. Poucas falhas são o suficiente para que o cliente crie curiosidade de experimentar a concorrência.

Conversando com uma vendedora, percebi que ela havia entrado numa zona de conforto quando me contou feliz da vida que havia ‘fidelizado’ um cliente. O sentimento que ela obteve com ajuda do seu treinamento era que o cliente jamais (ou muito dificilmente) a ‘trairia’ para comprar do concorrente. Vã ilusão.

Aqui se ajusta perfeitamente o velho ditado:
Quem não dá assitência abre a concorrência.


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     5 comentários

    1. j. noronha

      A fidelidade existe até que um concorrente ofereça preço/condições/… melhores. Daí, já era. Fidelizar é dormir sempre com um olho aberto.

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    2. junior

      Roberto, se eu não inventar alguma coisa nova (e vantajosa) pros meus ficantes a cada 3 ou 3 meses, já fico preocupado. Desde que eu trabalho com vendas, nunca vi essa de fidelização acontecer de fato.
      Abração

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    3. Rodrigo Leme

      A fidelidade é um conceito que tanto na vida quanto nos negócios é excelente na teopria, mas fraco no mundo real. O que se costuma chamar de cliente fiel e aquele que é agradado toda hora. Oras, isso não é fidelidade, isso é estímulo x reposta; é Pavloviano.

      Eu aqui na empresa estou montando um conjunto de ações de relacionamento que vão desde patrocinar projetos pessoais de executivos de nossos clientes (um deles organiza evento de rua há 20 anos) até coisas mais amplas, como palestras gratuitas e outras ofertas.

      É isso que determina se o cliente vai ficar com você ou não: do que ele te paga, um pouco você tem que devolver a ele em forma de agrado. Vale lembrar que fazer seu trabalho direito, sem falhas, faz parte do agrado também. E ainda assim você se arrisca a vê-lo ir para outro que vende a mesma coisa por 5% a menos.

      Enfim, concordo: é um mito, tão irreal quanto o do cliente que diz “o negócio está praticamente fechado”. :)

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    4. Felipe Diesel

      Concordo plenamente contigo.

      Só pra exemplificar um caso em que EU era o cliente:

      Eu sempre colocava gasolina no mesmo posto por diversos motivos (localização, preço, atendimento), até que um dia eu falei à frentista que queria calibrar os pneus e ela respondeu: “Pra calibrar é ali!” e virou as costas pra mim. Não calibrei e mudei de posto. O cliente é fiel até que tu pises na bola uma vez, a frentista podia estar num dia ruim, mas isso não é problema meu e perdeu um cliente que gastava um bom dinheiro todo mês.

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