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As meninas super poderosas!

UsuárioMensagem

3:34 pm
7 maio, 2009


Paula Marinho

Tocantins

Membro

mensagens 12

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Amei o tema, pois creio que todos temos histórias risíveis e ao mesmo tempo com um bom "fundo moral"…apesar que muitas não são nenhuma "receita de bolo" ou não possuem uma visão "one size fits all"…todavia, aí está o charme!!  Parabéns!

 

Tenho "n" histórias de boas melecas que aprontei na minha infância, adolescência….e até hoje…pois, desde pequena vou a luta pelo meu dindim.

 

Lembro-me que aos meus 9 anos eu morava em uma cidade do interior de MT, e como toda boa comunicadora, conhecia bem minha vizinhança e tinha um ótimo relacionamento ( aqui começava minha trajetória em RH…rsss ). Imaginem uma menininha magrela, branquela e tagarela…somente faltavam as sardas…

Eu havia acabado de encerrar meu último empreendimento – produção de vestidos e produtos  para bonecas ( um dia conto essa tbém ) – e estava a procura de um novo business. Afortunadamente ocorria na escola uma espécie de semana cultural, onde os alunos demonstravam seus talentos artísticos. Recordo que dublei a Xuxa com minhas amigas paquitas. Porém, minha vizinha e colega de escola estava ensaiando uma peça teatral em um galpão velho que ficava na lateral da sua casa, a qual eu comecei como expectadora, depois comecei a dar palpites e por fim virei – por minha decisão e imposição – uma espécie de diretora. E num momento mágico comecei a observar o galpão, o terreiro da casa e num estalo veio o insight: instituir uma casa de eventos matutinos…para a garotada!!

As meninas amaram a ideia e nossa pequena equipe de 5 meninas super poderosas começou os preparativos. Montamos todo o cronograma, onde a diversão seria composta por peças teatrais e jogos elaborados nas árvores e pedaços de madeiras que estavam no terreiro. Também montamos uma pequena “lanchonete” onde vendíamos pipoca, suco, geladinho, porções de gelatina e pudim ( aqueles de caixinha ).

Fizemos os ingressos em cartolina amarela ( nunca me esqueço ). Eu “catilografei” em letra vermelha e fiz a divisão dos canhotos na máquina de costura da minha mãe…pois, eu queria muito que ele ficasse picotado…igual ingresso de verdade.

Saímos a rua e vendemos todos os ingressos ( não consigo me lembrar da quantidade…pois isso já fazem anossssssss ). Estávamos eufóricas.

A luta foi convencer os irmãos, primos….a participarem do nosso teatro…mas, no final tudo deu certo…e foi um sucesso.

Fazíamos o evento todos os domingos à tarde. E no final, sentávamos no chão do galpão prá fazer o rateio do dinheiro. Separávamos o valor prá comprar material da lanchonete e outras necessidades da próxima peça e o restante dividíamos entre nós….Ah! Quanto aos atores convidados, a gente pagava com os quitutes que fazíamos…ou com a condição de não contarmos algum segredo deles para as nossas mães..rsss.

Sei que os lucros do negócio me bancavam a semana toda na lanchonete da escola, bem como uma boa parte ia para o meu cofrinho.

Com o tempo paramos….acho que enjoamos!! Criança enjoa fácil né!? Mas me recordo que cessamos no auge, já que a garotada sempre ia na minha casa procurar ingressos.

O bom da criança é que quando ela quer alguma coisa, ela vai até o fim…insiste, persiste até conseguir. Outro ponto interessante é que quando algo se torna chato, desinteressante…ela muda o foco.

Faço um paralelo com a minha vida profissional hoje. Fiquei anos atolada em uma direção, pois aos olhos de todos – principalmente aos meus – era a melhor e mais sensata $$$ opção. Mas em um belo dia de domingo mudei o foco. E hoje estou sorrindo como uma criança!!

Espero que tenham gostado.

Forte abraço!!

Paula Marinho

 

" Nenhum de nós é tão bom, quanto todos nós juntos "

6:31 pm
7 maio, 2009


Roberto Machado

Ribeirão Preto

Admin

mensagens 117

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Ótima história Paula, um barato. As crianças são empreendedoras natas é só dar um empurrãozinho, pra quando crescerem continuarem a fazer a mesma coisa, kekekeke. Acho que é por isso que vou sempre me sentir um menino, continuo fazendo o que fazia na época de moleque. Menos pensar nos planos chupando manga no alto da mangueira. Êita tempo bão, sô!

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