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31 de julho de 2006

Marketing oculto aparece mais

Veja este exemplo de marketing viral da Intelig. Logo no início do vídeo olhos espertos vêem uma mensagem “oculta” que leva a um site com uma surpresa. Como a curiosidade matou o gato a vizinhança está silenciosa.

Marketing Viral

28 de julho de 2006

Saiba como perder clientes

Precisei enviar uma peça importante de uma das máquinas automáticas com que trabalhamos para a manutenção. A peça em questão é um moedeiro. Liguei para uma empresa sediada em São Paulo que presta esse serviço, detalhei meu problema e qual o tipo de moedeiro que estaria enviando. No caso, um moedeiro Mars.
Até aí tudo bem, a atendente ouviu e me deu o endereço para envio. No dia seguinte liguei para confirmar com eles se tudo havia ocorrido bem e recebi a notícia de que a empresa em questão não presta mais serviços para moedeiros Mars! Ai caramba, que perda de tempo. Afinal estou com uma máquina parada por conta disso.
Daí resolvi fazer um teste. Mandei um e-mail relatando o ocorrido, e que os custos com o Sedex poderiam ter sido evitados no primeiro contato. Fiquei surpreso com a resposta. Veja!

Boa Tarde, Sr. Roberto.

Infelizmente nossa atendente faz somente alguns dias que está trabalhando conosco e não conseguimos passar todas as informações ainda para ela. Está em fase de treinamento. De qualquer forma estaremos remetendo como Sedex a cobrar.
Agradecemos pelo contato.

Atenciosamente.

Moral da história. Eles cobram os clientes pelos próprios erros assumidamente. Você deve estar se perguntando, mas e o protagonista principal dessa história? Onde está? Bem, o moedeiro Mars está agora nas mãos do concorrente do faltoso. Fazer o que?
Ah! Você quer saber se algum dia vou voltar a ligar para ele, provavelmente eu vou precisar de peças novas, ou algum conhecido meu precise de uma indicação. A resposta eu deixo para você adivinhar.

25 de julho de 2006

A diferença entre o lucro e o prejuízo

A cada dia a concorrência é mais acirrada e os produtos mais parecidos. Aparecer neste cenário e manter a empresa crescendo é um grande desafio. Um dos pontos que talvez façam a diferença entre o lucro e o prejuízo seja o controle das perdas da empresa.
Perguntas como qual é o índice de perdas de minha empresa e o que fazer para reduzi-lo serão questões importantes para empresas grandes ou pequenas.

Para aguçar sua atenção a pontos estratégicos, aqui vão algumas fontes de perdas e desperdícios que podem ser evitados.

  • Desperdício de material: quebras, defeitos, sobras, preços e margens inadequados, qualidade deficiente, materiais de apoio inadequados, energia desperdiçada, diferenças de registro de estoques,etc;
  • Desperdício de capital: excesso de estoques, equipamentos ou instalações ociosas, erros de dimensionamento e/ou localização,etc;
  • Desperdício de tempo: ciclos excessivamente longos, tempos das pessoas e/ou equipamentos mal utilizados, tecnologia e métodos inadequados, fazer qualquer coisa sem um objetivo nítido, etc;
  • Desperdício de oportunidades: falhas de posicionamento e estratégia, imagem, inadequação de variedades, faltas, falhas de atendimento, de comunicação, de promoções, de mix, etc;
  • Desperdício de talentos humanos: este é o maior e mais grave desperdício e corresponde à subutilização da capacidade, talento e competência dos colaboradores, muitas vezes advindo da falta de motivação e falhas de liderança.
25 de julho de 2006

Simples e lucrativo

Um concorrente obscuro promete ser a chave do sucesso no mundo dos games. Apesar de todas as atenções estarem voltadas para a grande batalha entre as fabricantes de consoles de terceira geração – leia-se PlayStation, Xbox e Wii -, recente reportagem publicada pela revista americana Business Week alerta para a indústria dos chamados games casuais. De acordo com a publicação quem conseguir criar jogos fáceis ao estilo Pac-Man e Tetris terá em mãos a galinha dos ovos de ouro. Isso porque esse tipo de entretenimento pode ser acessado pela tela dos telefones celulares ou por qualquer equipamento mais simples do que videogames ou computadores. A expectativa é que, em quatro anos, os jogos casuais movimente nada menos que US$ 18 bilhões.

20 de julho de 2006

Violência e economia

Ontem, entre 13h e 14h, a área central de Ribeirão Preto convivia com ruas semi-vazias e pouca movimentação de pedestres no calçadão da Rua General Osório. Os motivos têm várias fontes de explicação: férias escolares,   consumidores com poucos recursos financeiros para consumir, ou medo por conta da triste sequência de episódios violentos. Funcionária de uma cafeteria da Rua São Sebastião, que ontem chegou 30 minutos atrasada ao serviço porque os ônibus urbanos só funcionaram a partir das 6h, uma hora depois do habitual, oferece dois relatos para explicar a situação. Primeiro deles: assustadas, as pessoas estão inseguras de irem ao Centro da cidade, principalmente quem depende de ônibus e o retorno delas para casa pode avançar o começo da noite, período em que os criminosos têm agido em bairros de RP. O outro motivo apontado pela funcionária é uma rede de boatos que já estaria impregnada junto a comerciários e populares e, entre outros, traz relatos sobre motoristas de ônibus que estariam sendo molestados por bandidos durante o trajeto e com o veículo cheio de usuários. Esse tipo de comentário já afeta o dia-a-dia de muitos comerciários que ficam no Centro para estudar em cursos técnicos, de onde saem por volta das 22h, justamente o horário tido como preferido para os ataques.
 Os boatos e o medo certamente afetarão uma cidade como Ribeirão Preto, que tem mais de 20 mil estabelecimentos comerciais e cuja economia depende do bom andamento desse segmento. Essa consequência é apenas mais um reflexo da novela que todos queremos chegar ao último capítulo – mas que insiste em continuar. 

 Fonte: Jornal A CIDADE

19 de julho de 2006

Outdoor solar

Passeando pelo Brainstorm#9 descobri um post sobre o marketing criativo que o McDonald’s fez usando um Outdoor solar! Sacada do Carlos Merigo.

“Eu não aconselharia ninguém a comer no McDonald’s, muito menos no café da manhã, mas a rede de fast-food está veiculando um outdoor genial em Chicago.
Criado pela Leo Burnett, com a ajuda de um engenheiro, a peça se “movimenta” de acordo com a posição do sol, indicando uma opção do cardápio do McDonald’s para aquele horário. Resumindo: um relógio solar aplicado a publicidade.
A intenção é demonstrar a variedade que a rede também oferece no café da manhã, já que as pessoas, naturalmente, preferem ir à Starbucks nesse período.
O outdoor será veiculado até agosto, quando o posicionamento do sol não vai mais permitir o efeito.”

Outdoor solar

 

 

 

 

 

 

 

Š

14 de julho de 2006

Americanos sugerem corte do FGTS

Recebi por e-mail esta notícia do Pequenas Empresas & Grandes Negócios .

Para gerar mais empregos, a Câmara Americana do Comércio (Amcham) sugere “flexibilizações” na legislação trabalhista. Segundo informações do site InfoMoney, entre as mudanças está uma um tanto quanto polêmica: a interrupção do recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) por parte das empresas.

A Amcham, de acordo com informações do mesmo site, também acredita que as empresas poderiam contratar mais se o período de experiência do funcionário fosse aumentado e se as férias e o 13º salário pudessem ser negociados. Além disso, a entidade também defende a substituição da tradicional Carteira de Trabalho e Previdência Social por um cartão magnético, medida que simplificaria o acesso do empregado ao seu histórico profissional.

Por fim, a Amcham pede que o termo de rescisão contratual impeça que o empregado entre com qualquer ação trabalhista futura. Só haveria exceção se, no recibo de quitação, o indivíduo fizesse ressalva a alguma verba posta em dúvida.

A entidade chama o conjunto de propostas de “Simples Trabalhista”, que, assim como o Simples de tributação, seria destinado às micro e pequenas empresas.

Este é um assunto polêmico e gostaria de saber. O que você acha disso?

12 de julho de 2006

Doces lucros

David Mangurian

Jovens empresários dão vida nova a receitas antigas.
O trabalho de preservar a herança cultural não é somente para arquitetos, historiadores da arte e antropólogos, mas também para cozinheiros. Para a maioria das pessoas, a comida é mais do que mero sustento e as comidas tradicionais são veneradas como símbolos culturais, a última defesa contra a homogeneização global dos estilos de vida.
Para três jovens empresários equatorianos, a preservação de tradições culinárias – no caso deles, doces – tornou-se um negócio lucrativo. Sua empresa, a Dulces Tradicionales del Ecuador (Dutraec), nasceu há quatro anos quando a proposta comercial que fizeram foi escolhida como uma das sete ganhadoras de um concurso para jovens organizado pela Fundação Esquel, organização equatoriana sem fins lucrativos. A fundação também financiaria os vencedores com a ajuda de uma doação do BID.

A empresa foi fundada por três alunos de economia e negócios da Universidade Católica, Marco Vintimilla, Esteban Vega e María Caridad Araujo, que se conheciam desde o secundário. “Queríamos entrar no concurso, mas não sabíamos o que propor”, diz Vintimilla, hoje gerente de vendas da companhia.

Elaboraram uma lista de 40 projetos com possibilidades de lucro, entre eles um bar num parque com quadras de vôlei e uma fábrica de caixas de madeira para empresas exportadoras. “Finalmente escolhemos o ramo tradicional da confecção de balas porque parecia o mais fácil e não exigia muito capital para começar”, disse ele. “Vimos o potencial do negócio.”

A Fundação Esquel deu ao trio US$3.500 para realizar uma pesquisa de mercado antes de abrir o negócio. Eles reuniram cinco grupos de idades diferentes e ficaram sabendo, entre outras coisas, que as pessoas gostavam dos doces tradicionais, mas tinham dificuldade de encontrá-los e não queriam comprá-los em sacos de plástico não selados. Em função dessas sessões, os três fundadores decidiram o nome do produto, Dulces de Antes, e formularam os planos de comercialização e distribuição.

Contrataram um artista gráfico que criou uma logomarca e dois tipos de embalagem: caixas bem concebidas, mostrando fotos coloridas dos doces e embalagens de plástico transparente para pendurar nos mostruários das lojas. Em seguida, os fundadores da companhia investiram cerca de US$10.000 de suas economias e a fundação contribuiu mais US$15.000 em financiamento de capital para começar o negócio. Um dos primeiros desafios foi encontrar gente que ainda estivesse fazendo doces antigos do jeito tradicional e que pudesse ser um fornecedor de confiança. “Perguntamos aos nossos pais que tipo de doces costumavam comer e onde o compravam”, conta Vintimilla. “Disseram que os compravam de uma velhinha na rua tal e tal. Fomos até lá e encontramos gente que ainda fazia os doces.”

Um dos produtores dos doces tradicionais que encontraram foi Luis Banda Jr., que representava a terceira geração de confeccionadores de balas de amendoim chamadas colaciones. Apesar de ser formado em engenharia, tinha decidido continuar o negócio da família de fabricação de doces tradicionais usando a receita secreta de sua avó. É um trabalho fisicamente exaustivo, disse ele. Os amendoins torrados são aquecidos com açúcar derretido, baunilha e suco de limão num caldeirão de bronze suspenso de uma viga; o caldeirão é balançado manualmente para a frente e para trás sobre um fogo a carvão, para que a mistura endureça e forme uma camada em torno de cada amendoim; aos poucos se adiciona mais líquido até que as camadas formem uma pequena bola branca do tamanho de uma bolinha de gude. Cada fornada de 10 quilos leva três horas para ficar pronta.

“Antes havia 45 ou 50 pessoas fazendo colaciones em Quito”, diz Luis Banda pai, 78 anos de idade. “Agora não há mais ninguém, exceto nós, porque a maioria das pessoas da minha idade já morreu. Seus filhos não quiseram continuar a fazer colaciones porque é um trabalho duro, com a barriga encostada no calor do fogo o dia inteiro.”

“Não sei se meu filho vai querer fazer isso”, diz Banda Jr. “Será difícil.”

Nem todos os fornecedores que a companhia encontrou vêm de uma linhagem de produtores especializados. Um exemplo é o fornecedor de alfajores, um biscoito de massa leve recheado com doce de leite. A doceira que faz os alfajores aprendeu o ofício depois que o marido morreu e ela precisou ganhar dinheiro para se sustentar. Hoje, ela já contratou um empregado e construiu dois fornos grandes.

Encontraram também fornecedores de doce de leite, quadradinhos de goiabada e manizado, um pé-de-moleque em placas feito com uma mistura de amendoins, sementes de gergelim e caramelo.

Mas alguns doces antigos aparentemente se perderam para sempre. “Todo mundo pergunta se vamos fazer mistelas”, diz Vintimilla, referindo-se às figurinhas de açúcar que derretem na boca, recheadas de licor de açúcar. Todo mundo em Quito com mais de 35 anos de idade já provou esse doce pelo menos uma vez na vida. Mas eles são frágeis e difíceis de fazer. O último confeccionador de mistelas, descobriram, tinha morrido há oito anos.

A nova empresa fez sua primeira venda em 1996, conseguindo um contrato para fornecer 1.000 caixas de doces a uma empresa equatoriana para brindes de Natal. Naquela época, a Dutraec não tinha empregados, assim Vintimilla e seus sócios tiveram que embalar eles mesmos os doces em tradicionais vasilhas de barro colocadas dentro de pequenas cestas.

Não foi tão fácil encontrar clientes quanto eles pensavam que seria, conta Vintimilla. “O mais difícil era convencer as pessoas a comprar um produto que estava no mercado há anos, mas que agora vinha numa embalagem diferente. Elas nos perguntavam: ‘Como podemos saber se é de boa qualidade?’”

A Dutraec agora emprega seis pessoas que empacotam os doces enviados pelos fornecedores. As vendas subiram a US$6.500 ao mês antes que o Equador mergulhasse na crise econômica de fevereiro. Apesar da recessão que continua a castigar os varejistas em todo o país, as vendas da companhia continuam estáveis.

“Muitas empresas pequenas estão indo à bancarrota”, diz Vintimilla, “mas nós não estamos despedindo ninguém”.

De fato, depois que a Dutraec conseguir o selo de aprovação do órgão governamental de alimentação e drogas, os consumidores poderão comprar Dulces de Antes nos supermercados. Isso, juntamente com as incorporações recentes à linha de produtos da Dulce de Antes – um enrolado de goiaba e doce de leite, doce de leite coberto de açúcar e doces de coco -, está mostrando que os doces antigos aparentemente têm futuro no Equador.

10 de julho de 2006

O nicho e o tempo

Neste post escrevi sobre a necessidade do uso de muita criatividade para empreender bem e sobre a escolha de um nicho de mercado pouco explorado. Volto a dizer aqui, escolher um nicho pioneiro não é a tarefa mais difícil, mas tem um fator complicador. O tempo. Quero dizer com isso, que o negócio de sucesso de hoje, pode ser o fracasso de amanhã e vice-versa. A globalização e a velocidade das mudanças faz isso com as empresas. Pode-se ter a sensação de que tudo já foi feito, ou que determinadas idéias só funcionam em outros países. Isso é verdade se não for levado em consideração o momento em que tudo acontece.

Uma das características de um empresário de sucesso é conseguir identificar isso. Veja o exemplo de Paula Lima Azevedo, empresária e proprietária da Sweet Brazil . Ela não apenas conseguiu identificar um nicho de mercado pouco explorado, mas também o fez no momento certo. Ela acreditou em sua idéia e adicionou muito trabalho e competência. A empresa que começou com um investimento inicial de R$ 1.000,00 tem hoje 20 funcionários, produz mais de 10 toneladas de chocolate por ano e tem seus produtos vendidos para mais de 200 empresas.

Com certeza ela teve muitas dificuldades e as enfrentou porque manteve a fé em suas escolhas. Acreditou em seus conhecimentos para escolher seu nicho de mercado e o momento exato para executá-lo. Portanto, quando se inicia um empreendimento é importante saber escolher qual nicho de mercado é o melhor para você, e tão importante quanto isso é saber perguntar. Quando?

5 de julho de 2006

Você classifica seus funcionários?

Jeffrey Joerres e Dominique Turq são especialistas na área de recursos humanos. Eles defendem a idéia de que é preciso classificar funcionários pelo papel que têm no sucesso de uma empresa, em vez de apenas analisar seus cargos e funções.

Achei essa idéia muito interessante. Principalmente porque, em vendas, é comum gerentes e supervisores classificarem os vendedores apenas com base em como atingem suas metas. Mas segundo Joerres e Turq, essa é uma forma bastante limitada de analisar um talento.

No Brasil, a área de recursos humanos é pouco explorada. Muitas vezes, tudo o que esse setor faz é arranjar o pagamento dos funcionários, comprar vale-transporte e cuidar do relógio-ponto, para controlar os horários de cada um. E assim, mesmo sabendo da importância dos indivíduos para o sucesso de uma organização, a maioria das empresas não consegue medir e gerenciar a contribuição de cada funcionário.

Existem duas grandes barreiras que impedem as empresas de terem uma estratégia mais produtiva de recrutamento, seleção e retenção de talentos. A primeira é que muitos gerentes são relutantes à idéia de classificar seus funcionários. A segunda é que esses funcionários são, geralmente, classificados verticalmente – de acordo com suas funções e nível hierárquico.

É preciso entendermos melhor a importância dos funcionários. O crescimento e a competitividade de uma empresa dependem, mais do que nunca, da atração e da retenção de grandes talentos – um recurso escasso hoje – e de ajudar esses talentos a trabalharem juntos e de forma eficiente.

por Raúl Candeloro

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