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25 de setembro de 2007

Açougueiro tenta cobrar dívida com juros na base da peixeira

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Quando o desespero fala mais alto é preciso lembrar porque realmente estamos aqui. Nada vale uma vida.

Ter uma empresa é acima de tudo um exercício de cidadania. Precisa ser feito com leveza e o empreendedor deve lembrar que antes de um cliente se tornar inadimplente, ele próprio concedeu o crédito.

Sempre fui a favor da estratégia de vender bem para minimizar possíveis clientes devedores. Sai mais barato tentar eliminar causas do que tratar dos efeitos.

Ok, não é tão simples. Mas de forma geral é assim.

Para manter clientes temos que ter certa tolerância e cliente devedor deve ser tratado com ética e respeito. Ele ainda é cliente e todo mundo pode passar por alguma dificuldade.

Vamos dar uma olhada nas possíveis causas da inadimplência:

  • dificuldades financeiras pessoais;
  • desemprego;
  • falta de controle nos gastos;
  • compras para outros;
  • salário atrasado;
  • redução de salário;
  • comprometimento com outras despesas;
  • doenças;
  • pagamento de outros credores;
  • má fé.

Enfatizei esta última porque ela é a responsável pela raiva do empreendedor. Também precisamos ser respeitados e tratados com ética.

Quando alguém usa de má fé o sangue sobe, mas gente. Não estamos aqui para nos matar, vamos com calma. Tenho presenciado muita briga que não leva a lugar nenhum.

O caso do açougueiro (link do vídeo) é clássico e acontece com mais frequência do que se pode imaginar. Pode crer, meu amigo paranóico vive monitorando esses assuntos pela frequência do rádio da polícia.

Algumas cidades evitam a inadimplência

Cidades como Luiz Antonio, aqui pertinho de Ribeirão, têm uma forma peculiar de fazer cobrança. Eles utilizam um carro de som.

O motorista passa pelos comerciantes e imobiliárias recolhendo os nomes dos inadimplentes e simplesmente, logo após o anúncio dos mais novos moradores do cemitério, lembram os devedores (e todo resto da cidade) de suas contas atrasadas.

Vai todo mundo correndo pagar as contas, senão a padaria não vende mais fiado e a má reputação vai cair na boca do povo.

Você pode achar que isso dá briga, processos. Porém, pelo menos lá não dá. É por isso que, mesmo sendo difícil, ainda tenho esperanças de conseguir resolver muitos problemas com duas coisas antigas, mas que nunca deveriam sair de moda.

Palavra e cultura
20 de setembro de 2007

Uma boa estratégia de marketing não precisa ser complicada

Ambulantes de Ribeirão Preto viraram referência turística na cidade vendendo balas, bombons, pipoca e churros com irreverência, criatividade e cara de pau

Ribeirão Preto é conhecida pela famosa choperia do Pingüim pelo Teatro Municipal e pelas inúmeras personalidades curiosas da cidade.

Um dos meus preferidos era o Seo Onécio José de Souza, ele tinha problema de visão, a qual foi perdendo até ficar completamente cego.

A partir daí ele começou a vender bilhetes de loteria no centro da cidade onde criou os jargões que pronunciava de forma peculiar.

Olha a borboleta!
A última tele-sena!
Ó o viado!

Este último deixava todo mundo procurando ou gente com cara de “ai fui descoberto”. Era um barato. Com isso ele foi ao longo dos anos virando referência na cidade e aos poucos formou três filhos, um homem e duas mulheres.

Uma das mulheres é professora da USP, mas ele não parou por aí. Comprou três casas que o ajudavam com o aluguel, dentre outras coisas. Mesmo cego mostrava-se feliz e realizado.

Mais três que tem todo meu respeito

Josafá, vendedor ambulante

Josafá, Leôncio e Leonardo são ambulantes na cidade já há quase duas décadas. Ficaram famosos quando começaram a vender vários tipos de doces de maneira inusitada.

Seu repertório era formado por músicas como “Tá com sede! Olha, olha a água mineral, água mineral, água mineral!”, dancinhas em trio e uma das marcas registradas que atualmente somente o Josafá mantém, as fantasias das quais as mais famosas são de Charles Chaplin, Rosa e Rosinha e Loira do Tchan.

O Léo revela sua criatividade em portas de boates à noite formulando jargões como:

Compre um Trident e arrume um preten-dente
Compre um Tic-Tac para não ter um piripaque
Compre um Buballoo para não ficar jururu e
Compre um Buballoo para arrumar um bilú.

São chamados de Irmãos Bombom e são tão conhecidos quanto o Faustão por aqui.

Se você quer saber como montar uma empresa com pouco dinheiro é assim, com muita… criatividade, irreverência e cara de pau.

12 de setembro de 2007

Depois dizem que sou tirador de sarro, mas não há como não ser.

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Receio de dar informações que a concorrência pode usar? Sempre disse que não. Veja porque.

Meu avô já era empreendedor e me ensinou uma importante lição. O pulo do gato só quem consegue dar é o gato. Você pode até ensinar, explicar, desenhar, mas um burro jamais dará o pulo do gato.

Existem informações que não adianta esconder. A concorrência vai tentar fazer igual ou melhor, então sempre fiz a política de ensinar para aprender.

Quando você ensina o que você faz acontecem alguns fenômenos:

  • Quem ensina uma descoberta vira o pai da informação.
  • Consegue novos insights sobre o que ensinou.
  • Precisa fazer novas descobertas para não ser ultrapassado.
  • Mantém-se sempre em crescimento e fora da zona de conforto.

Fico verdadeiramente feliz quando alguém obtém seus resultados com idéias que compartilhei. Eu vibro mesmo! Mas se tentarem copiar sorrateiramente aí fico furioso.

Veja o site do concorrente.

Site do concorrente

O site é uma cópia do site da DoceShop. Mudaram o design e copiaram o mais difícil de fazer. O conteúdo. Fui lendo e tendo uma sensação de dejavu, até que… Nossa!

Estava escrito.

A Doce & Cia (concorrente) trabalha com as melhores marcas de produtos. Veja aqui outros produtos que você encontra na DoceShop. Êita! DoceShop?!

Só faltou o número do meu telefone.
8 de setembro de 2007

O que acontece quando fiscais procuram cabelo em ovo.

É nessas horas que empreendedor precisa ter o coração forte, e o resumão de português na mão.

Geralmente fiscais da prefeitura aparecem sempre em dupla. Um grandão bonzinho e um baixinho invocado.

Não adianta ter todos os documentos muito bem organizados que sempre dá um friozinho na barriga.

É o mesmo que ser parado na estrada pelo guarda de trânsito.

Você sabe que está tudo certo, os documentos em dia, revisão do carro feita recentemente. Mas, vai que uma lanterna quebrou e você não viu, ou simplesmente o guarda está de mau humor e resolve que você se parece muito com o cara da foto pendurada na parede da delegacia.

Pois é, os meus fiscais encresparam comigo. Mais especificamente com meu Alvará de Funcionamento, justo ele.

Os olhos deles iam procurando enquanto eu fazia o check-out dos pilotos.

  • Produtos bem acondicionados no estoque. Ok
  • Distância entre itens de produtos da parede. Ok
  • Paredes com barrado de tinta acrílica. Ok
  • Banheiros limpos e afastados. Ok
  • Extintores novinhos. Ok
  • Letreiros em conformidade com os padrões. Ok
  • Todos os documentos organizados. Ok
  • Alvarás emoldurados e na parede…Ok

Êpa, o grandão tá demorando no Alvará de Funcionamento.

Danou-se! Fez careta e tisc, tisc, tisc.

Eu não conseguia lembrar exatamente o que estava escrito nele.

O grandão chamou o baixinho, que na ponta dos pés proferiu. – Huuummmnn.

Putz, o que está errado?!

Com o Alvará nas mãos o grandão se aproximou e me disse que eu não poderia jamais estar comercializando produtos que sejam embalados fora do estabelecimento. Que é necessário seguir as regras de limpeza e conservação, que fora do estabelecimento eu não poderia embalar nada.

Ué! Mas eu não embalo produto nenhum, muito menos na calçada. Deixa eu ver o Alvará.

Estava escrito:

… licença para comercializar, produtos alimentícios embalados, fora do estabelecimento…

Parece que os fiscais desconsideraram as vírgulas.

Eu comercializo fora do meu estabelecimento, com vending machines, produtos embalados na fábrica. Me deu uma vontade de fazer uma careta e rebater o sonoro…

Tisc, tisc, tisc.
6 de setembro de 2007

As vantagens de ser teimoso e ter um powered by wordpress site.

É incrível o que dá para fazer com as facilidades da tecnologia moderna e um punhado de blogues

Graças a pessoas que gostam de escrever e ajudar sua comunidade está feito o novo template do DoceBlog. Os blogueiros ensinaram e fui fazendo, usando e abusando da minha herança mais valiosa. Êita teimosia.

Agora temos.

  • Um blog com design mais limpo
  • Tempo de download mais rápido que nunca
  • Tema integrado com o site novo (breve)
  • Um blogueiro muito mais experiente
  • Um ambiente de leitura mais bonito? (você responde)

Me sinto como se tivesse desenvolvido meu próprio sabre de luz. Mas neste caso os mestres foram muitos e variados para dar conta deste eterno aprendiz.

Farei um post linkando todos os camaradas que tiveram participação deste trabalho e nem ficaram sabendo. Deixo meu muito obrigado antecipado aqui.

Ah! O nome da obra prima.

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