20 de julho de 2006

Violência e economia

Ontem, entre 13h e 14h, a área central de Ribeirão Preto convivia com ruas semi-vazias e pouca movimentação de pedestres no calçadão da Rua General Osório. Os motivos têm várias fontes de explicação: férias escolares,   consumidores com poucos recursos financeiros para consumir, ou medo por conta da triste sequência de episódios violentos. Funcionária de uma cafeteria da Rua São Sebastião, que ontem chegou 30 minutos atrasada ao serviço porque os ônibus urbanos só funcionaram a partir das 6h, uma hora depois do habitual, oferece dois relatos para explicar a situação. Primeiro deles: assustadas, as pessoas estão inseguras de irem ao Centro da cidade, principalmente quem depende de ônibus e o retorno delas para casa pode avançar o começo da noite, período em que os criminosos têm agido em bairros de RP. O outro motivo apontado pela funcionária é uma rede de boatos que já estaria impregnada junto a comerciários e populares e, entre outros, traz relatos sobre motoristas de ônibus que estariam sendo molestados por bandidos durante o trajeto e com o veículo cheio de usuários. Esse tipo de comentário já afeta o dia-a-dia de muitos comerciários que ficam no Centro para estudar em cursos técnicos, de onde saem por volta das 22h, justamente o horário tido como preferido para os ataques.
 Os boatos e o medo certamente afetarão uma cidade como Ribeirão Preto, que tem mais de 20 mil estabelecimentos comerciais e cuja economia depende do bom andamento desse segmento. Essa consequência é apenas mais um reflexo da novela que todos queremos chegar ao último capítulo – mas que insiste em continuar. 

 Fonte: Jornal A CIDADE

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