Açougueiro tenta cobrar dívida com juros na base da peixeira
Quando o desespero fala mais alto é preciso lembrar porque realmente estamos aqui. Nada vale uma vida.
Ter uma empresa é acima de tudo um exercício de cidadania. Precisa ser feito com leveza e o empreendedor deve lembrar que antes de um cliente se tornar inadimplente, ele próprio concedeu o crédito.
Sempre fui a favor da estratégia de vender bem para minimizar possíveis clientes devedores. Sai mais barato tentar eliminar causas do que tratar dos efeitos.
Ok, não é tão simples. Mas de forma geral é assim.
Para manter clientes temos que ter certa tolerância e cliente devedor deve ser tratado com ética e respeito. Ele ainda é cliente e todo mundo pode passar por alguma dificuldade.
Vamos dar uma olhada nas possíveis causas da inadimplência:
- dificuldades financeiras pessoais;
- desemprego;
- falta de controle nos gastos;
- compras para outros;
- salário atrasado;
- redução de salário;
- comprometimento com outras despesas;
- doenças;
- pagamento de outros credores;
- má fé.
Enfatizei esta última porque ela é a responsável pela raiva do empreendedor. Também precisamos ser respeitados e tratados com ética.
Quando alguém usa de má fé o sangue sobe, mas gente. Não estamos aqui para nos matar, vamos com calma. Tenho presenciado muita briga que não leva a lugar nenhum.
O caso do açougueiro (link do vídeo) é clássico e acontece com mais frequência do que se pode imaginar. Pode crer, meu amigo paranóico vive monitorando esses assuntos pela frequência do rádio da polícia.
Algumas cidades evitam a inadimplência
Cidades como Luiz Antonio, aqui pertinho de Ribeirão, têm uma forma peculiar de fazer cobrança. Eles utilizam um carro de som.
O motorista passa pelos comerciantes e imobiliárias recolhendo os nomes dos inadimplentes e simplesmente, logo após o anúncio dos mais novos moradores do cemitério, lembram os devedores (e todo resto da cidade) de suas contas atrasadas.
Vai todo mundo correndo pagar as contas, senão a padaria não vende mais fiado e a má reputação vai cair na boca do povo.
Você pode achar que isso dá briga, processos. Porém, pelo menos lá não dá. É por isso que, mesmo sendo difícil, ainda tenho esperanças de conseguir resolver muitos problemas com duas coisas antigas, mas que nunca deveriam sair de moda.
Palavra e cultura





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"...o Roberto é um cara bacana (com meia dúzia de dicas que trocamos por comentários, e-mails e MSN ele montou um dos melhores blogs corporativos do Brasil)."
"...se eu fosse você, iria agora mesmo dar uma lida, porque de empreende- dorismo o cara manja. E tem visão. E é ético. Em outras palavras, uma opinião como a dele jamais pode ser ignorada, não é mesmo?"
9 outubro, 2007 às 6:34 am
Essa do carro de som divulgar e levar ao conhecimento público o nome dos inadiplentes é ilegal e pôde gerar processos judiciais.
Não pretendo julgar o assunto. Apenas desejo contribuir com um parecer
9 outubro, 2007 às 2:22 pm
Luiz, agradeço seu parecer. Está corretíssimo. Este caso serviu apenas para ilustrar a saudade que tenho de uma época em que a palavra do homem tinha muito valor. Essa palavra era chamada de “Fio do bigode”. Hoje é conhecida como “contrato de boca” que só gera confusão e brigas. Porém algumas pequenas cidades do interior ainda a mantém, pelo menos até que se dê o primeiro processo.
8 setembro, 2008 às 9:14 pm
Para ilustrar a criatividade na inadimplência (fonte: internet)
Esta carta é verídica, e foi divulgada pelo próprio Clube de Dirigentes Lojistas. A correspondência abaixo, foi enviada por um devedor a uma das várias lojas credoras, conforme ele mesmo informa na sua correspondência.
Caloteiro cara-de-pau…
CARTA DE UM DEVEDOR
“Prezados Senhores,
Esta é a oitava carta jurídica de cobrança que recebo de Vossas Senhorias…
Sei que não estou em dia com meus pagamentos.
Acontece que eu estou devendo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague.
Contudo, meus rendimento mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês.
As outras, ficam para o mês seguinte.
Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais.
Ocorre o seguinte…
Todo mês, quando recebo meu salário, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha.
Depois, olhando para o outro lado, retiro dois papéis, que são os dois “sortudos” que irão receber o meu rico dinheirinho.
Os outros, paciência. Ficam para o mês seguinte.
Afirmo aos senhores, com toda certeza, que sua empresa vem constando todos os meses na minha caixinha.
Se não os paguei ainda, é porque os senhores estão com pouca sorte.
Finalmente, faço-lhes uma advertência: Se os senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadoras e insolentes, como a última que recebi, serei obrigado a excluir o nome de Vossa Senhoria dos meus sorteios mensais.
Sem mais,
14 setembro, 2008 às 1:29 am
Tenho alguns clientes inadimplêntes, mas sei que todos passamos por fases, eu já passei por isso, e tenho certeza que alguns comerciantes da cidade de Luiz Antonio tambem passa por isso, e seus credores não ficam espalhando a todos concordo com o Luiz Celso e acho que o procon ou autoridades competentes da cidade deveria tomar alguma atitude.
14 setembro, 2008 às 6:42 am
Oi Gilberto, pelo que tenho sabido, esse costume interiorano não existe mais na cidade de Luiz Antônio.
11 novembro, 2008 às 9:09 pm
Não acho legal a divulgação em carro de som, mas existem devedores que temos certeza que nunca vão pagar, e que agem realmente de má fé. Em último caso, vale tudo.
O SERASA, SPC, Sites dos tribunais de justiça já é são divullgações da vida da pessoa.
Me falaram que existe um serviço em São Paulo que voce contrata uma banda de música, com palhaços etc… e manda para porta do devedor. Eles já chegam com a música personalizada. Isso deve causar muito constrangimento.
Parabens pelo site.
Abraço, Marcello
2 fevereiro, 2009 às 8:35 pm
MUITOS DEVEDORES( DE MÁ FÉ) DEVEM PASSAR MESMO POR ESSES CONSTRANGIMENTOS MAS NÃO PODEMOS GENERALIZAR COMO SEMPRE VOCE ESTÁ DE PARABENS PELAS EXPLANAÇÕES MARAVILHOSAS CONTINUE ASSIM E CADA VEZ MELHOR UM ABRAÇO GRANDE DO AMIGO DESCONHECIDO.
4 março, 2009 às 1:26 pm
A última novidade em cobrança é a seguinte: Os bancos ligam através de uma gravação eletrônica para a casa dos vizinhos (eles devem fazer um cruzamento de dados, e pegar nosso cadastro pelo endereço) e pedem pra que nós anotemos um “recado” para dar ao vizinho inadimplente.
Sinceramente, é muito constrangedor. Eu de repente fico sabendo que meu vizinho tem uma dívida com um banco e ainda sou “chamada” a persuadi-lo para que pague seu débito?!?
Nem pensar!! Só lamento…
11 março, 2009 às 9:07 am
Claro que todo os meios para “declararmos” os inadimplentes são importantes, porém todos que li acima são passíveis de recurso por parte do devedor junta a justiça como “danos morais”.
Fique esperto
26 outubro, 2009 às 10:23 pm
Essa de divulgar o nome do devedor não me parece uma boa idéia. Além de ser constrangedor, a pessoa pode reagir de um modo inesperado não acha? Abraços
28 outubro, 2009 às 6:26 pm
engraçado esta materia, mais infelizmente é a realidade, todo cuidado é pouco em relação aos caloteiros.
as vezes são aquelas pessoas que se dizem nossos amigos que são os caloteiros. por isso que existe auqele ditado, ( amizade é amizade, negócio fora parte). e é a pura verdade, amigos empreendedores abram os olhos em relação ao caloteiros.
9 novembro, 2009 às 9:00 am
Infelizmente boa parte de nossa população já não dá mais o mínimo valor ao “nome”. Sabem que registros no SPC são apagados em 5 anos e que poderão voltar a comprar após este período. Felizmente recebi dos meus pais um ensinamento valioso: nome limpo é algo que não se compra, mas se conquista.