Campus Party 2009: no painel sobre mÃdias sociais nas empresas
Discutimos redes de relacionamento, articulações das empresas e seus clientes, participação do usuário na melhoria dos serviços, estratégias, enfim, como as mÃdias sociais entraram no universo dos negócios
A palestra na área de blog do Campus Party, sobre mÃdias sociais nas corporações contou com a participação de Marcelo Vitorino (Amélias), Oswaldo Gouvêa (Peabirus), Roberto Machado (DoceShop), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Fábio Seixas (Camiseteria).
Para sintetizar o que dissemos no painel, que durou apenas 1 hora, criei a lista abaixo a fim de agrupar de maneira direta as principais diretrizes geradas pelas experiências do grupo.
- Não mascarar nada é imprescindÃvel para empresas que vão trabalhar com mÃdias sociais. Qualquer tentativa de forçar informações veladas pode ser mal vista e refutada por blogs e comunidades. Na Internet, qualquer informação pode tomar grandes dimensões e se propagar, funcionando para o bem ou para o mal. O melhor caminho é manter a autenticidade, a qualidade e o alinhamento do conteúdo oferecido com o perfil do público a ser atingido, com transparência.
- Ser verdadeiro não significa que a empresa deve se autoflagelar. Comentários devem ser analisados e moderados para que se encaixem nas regras criadas por cada um, dentro do seu ambiente. Nenhuma empresa existe para utilizar qualquer mÃdia que seja para ficar apontando seus próprios defeitos, mas deve ouvi-los e respondê-los sempre e publicá-los quando está clara a legitimidade do autor. Se uma reclamação for justa deve ser respondida e publicada, pois assim se torna uma oportunidade para a empresa melhorar e mostrar a todos que está interessada em prestar o melhor serviço.
- Ter capacidade de diálogo, o que significa que as empresas precisam saber escutar o consumidor que reclama, pois ele está na verdade fazendo uma análise gratuita e merece resposta. Saber ouvir crÃticas é aprender a melhorar produtos e serviços. A plataforma social estimula o processo de contribuição em todos os aspectos nas empresas, tanto para melhoria de produtos quanto para pesquisa e desenvolvimento e isso deve ser encarado como uma oportunidade natural do meio social, conceito que também transcende a Internet.
- Montar uma estrutura social bem feita, ser uma empresa comprometida com o cliente, ter bons produtos e serviços permite que se confie no julgamento da própria estrutura social. Todo indivÃduo com atitude de má-fé tende a ser expurgado da comunidade pela própria sociedade, colocando a empresa em papel de observador e podendo deixar que outros liderem a sua defesa. As atitudes de boa fé, elogios e crÃticas construtivas tendem a se tornar insumos para melhoria da empresa e fortalecimento da marca. A inércia deste ciclo é ampliada quando a empresa corresponde a sua própria comunidade.
- Aprender com as mÃdias sociais pode trazer valor e benefÃcios para micro e pequenas empresas que ainda não estão incluÃdas no mundo digital. A Internet passa a ter uma função educativa para pequenas empresas e empreendedores iniciantes porque forçam as atitudes em torno do que sua rede de clientes realmente quer, funcionando como uma pesquisa de mercado bem segmentada e a um custo baixÃssimo.
- É preciso trazer à tona também aqueles que estão satisfeitos com a marca e a empresa. Enaltecer os evangelistas que tendem a não participar tão ativamente quanto aqueles que se expressam mais apaixonadamente, alimentando-se do meio termo e se adaptando com base em contrapontos e da mistura de idéias. Incentivar boas discussões em prol do crescimento pessoal dos envolvidos na comunidade e da empresa. Assim como a mÃdia social torna-se um canal para que a empresa admita seus erros é importante lembrar que também precisa fomentar a discussão entre pessoas que são amantes da marca.
- Acreditar em controle total é uma ilusão. As mÃdias sociais podem trazer grande exposição para empresas e pode acontecer de uma onda de clientes insatisfeitos espalharem más notÃcias ou frustrações de forma irritada. Casos como concursos ou premiações tendem a deixar alguns insatisfeitos, por exemplo. Para casos assim é importante que se faça o monitoramento do que está sendo dito sobre a empresa na Internet e procurar responder o máximo possÃvel dentro do que merece resposta e criar planos e estratégias de contingências antes mesmo de lançar qualquer tentativa que pode tornar-se polêmica.
- Saber monitorar o que está sendo dito sobre a marca na Internet é importante para empresas que estão envolvidas no meio on-line ou não. Uma onda de clientes insatisfeitos podem estar arranhando o status de certa marca, mesmo que ela não tenha presença na Internet. Em todo caso é preferÃvel aceitar logo os riscos e entrar na chuva para se molhar, porque achar que não ter a empresa na Internet pode poupá-lo de aborrecimentos é outra ilusão.
- Não tentar plantar sementinha na cabeça de ninguém. Jamais tente comprar um blogueiro para falar bem da marca ou da empresa. Isso não funciona e pode ter um resultado inverso e ampliado. Concentre-se na empresa, no serviço e no produto. As pessoas ainda não estão acostumadas com tamanha liberdade de expressão e pode ser um papel tomado pela empresa o desenvolvimento da cultura para o bom convÃvio. Jamais tente interagir negativamente.
- Começar a estratégia de envolvimento com a mÃdia social ouvindo e não falando. Há vários grupos sociais diferentes na Internet e para começar a interagir, conversar é preciso antes ouvir, para identificar com quem se está falando. O primeiro passo é monitorar onde estão os grupos sociais que interessam para empresa e criar uma estratégia que tem a ver com seu negócio para cada um deles e com sua linguagem.
- Por que empresas devem se envolver? As mÃdias sociais ainda estão se desenvolvendo e acredito que não vão parar nunca. A Internet é um meio tão dinâmico que não há conclusões definitivas. Inegável é a necessidade das empresas aceitarem o meio o quanto antes, a fim de não perder mercado conquistado, ou conquistar mercado novo. Porque, quem ainda não aceitou os riscos está perdendo dinheiro, enquanto outros empreendedores mais corajosos estão fazendo suas reservas.
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"... Blog da Doceshop rapidamente conquistou uma posição sólida entre os blogs corporativos, tem muito e bom conteúdo, e é constantemente linkado por muita gente séria..."
"...o Roberto é um cara bacana (com meia dúzia de dicas que trocamos por comentários, e-mails e MSN ele montou um dos melhores blogs corporativos do Brasil)."
"...se eu fosse você, iria agora dar uma lida, porque de empreende-dorismo o cara manja. E tem visão. E é ético. Em outras palavras, uma opinião como a dele não pode ser ignorada"
"...posso afirmar que é um dos primeiros blogs corporativos brasileiros que não se limita a uma seção de news usando o Wordpress..."
Meu nome é Roberto Machado, proprietário do DoceShop Atacado e Varejo de doces e autor deste
28 janeiro, 2009 às 2:57 pm
[...] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor [...]
28 janeiro, 2009 às 6:41 pm
Entendo que a Campus Party, é uma maneira eficaz e única de estarmos antenados ao que há de mais inovador na era tecnológica em que vivemos.
A divulgação desse evento deve ser disseminada de forma rápida.
Abs,
Marcus.
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29 janeiro, 2009 às 3:22 pm
Olá é simplesmente fantástica esta matéria.
Abraço.
GEASI.
[Responder]
20 fevereiro, 2009 às 9:11 am
I recently came across your blog and have been reading along. I thought I would leave my first comment. I don’t know what to say except that I have enjoyed reading. Nice blog. I will keep visiting this blog very often.
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