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21 de setembro de 2008

Coletânea de doces propagandas antigas para matar saudades

Nada como uma coletânea de propagandas antigas em vídeo para relembrar aquela época que passou voando. Pena que esse tempo bom não volta mais.

Tenho fascinação por buscar, selecionar e arquivar material antigo de vários tipos. Percebo o ato de lembrar, ou saber o que foi feito no passado, como um elemento fundamental  para a tão falada em palestras para executivos dos tempos modernos. A inovação.

Quando o assunto é inovação poucos percebem a ligação forte que a palavra tem com o que foi feito no passado. Inovação é futuro! Porém, para inovar um determinado produto é preciso antes estudar o que foi feito de suas características e benefícios em todo seu tempo remoto.

Sem a informação do que já foi feito não existe ponto de partida para a evolução e consequente inovação de qualquer coisa. Os atos e fatos do cotidiano têm o costume de se repetir, caso o passado e as tradições sejam esquecidas.

Um perigo é que, caso não haja informação histórica, corremos o risco de repetir os mesmos erros cometidos no passado e amargurar horas perdidas de trabalho desnecessário, reinventando a roda.

Outro fator de risco é que as realizações do passado não necessariamente significam que estejam ultrapassadas.

Existem inovações adormecidas no passado, onde não existiam processos para sua realização. Uma fonte de novas ideias se souber onde garimpar e principalmente, como refazer inovando justamente nos processos de produção, marketing e venda.

Pesquisar, estudar e arquivar material antigo

Quando a atenção está voltada ao estudo histórico de coisas importantes que circundam seu dia-a-da, desenterramos também a nostalgia de tempos vividos e que deixaram saudades. Durante uma de minhas pesquisas na Internet achei alguns vídeos de propagandas.

Talvez os vídeos abaixo sirvam para lhe proporcionar um delicioso momento nostálgico, assim como também foi para mim. Divirta-se. ;)

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6 de agosto de 2008

Roda, roda, roda baleiro atenção quando o baleiro parar põe a mão

Quando a estratégia de marketing funciona é assim. Emociona, mesmo depois de trinta anos.

O Inagaki nos trouxe essa pérola via Twitter. Ainda bem que resolvi dar uma olhada em como estavam andando as coisas por lá. Saudade é uma só e a propaganda das balas Kid’s está tatuada no cérebro.

Essa é só para os maiores de 30?

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10 de novembro de 2007

O melhor presente que já dei é o melhor presente que recebi

Um presente personalizado pode se transformar em alegria tanto para quem dá quanto para quem recebe

Caixa de presenteDizem que é difícil me dar presente e entendo isso perfeitamente. Também sentia alguma dificuldade em dar presentes a parentes e amigos de longa data. Depois de anos e anos de convivência as idéias de presentes vão acabando.

O interessante é que quando as gravatas, cuecas, enfeites de mesa e outros presentes padrão já foram dados começa a surgir o verdadeiro sentido de presentear.

Achar o presente ideal requer pensar no outro, tentar ver o mundo do ponto de vista de quem vai ser presentado. Aí mora o sentido de dar presente, na preocupação com seu amigo, seu pai ou mãe, sua namorada(o), etc… Dar o melhor presente para alguém é uma forma de demonstrar amor.

Um presente simples 

O melhor presente não precisa ser o mais caro, mas o mais significativo. Mês passado, em visita a minha mãe, gastei algum tempo ajudando ela a separar velhos documentos e fotos antigas, quando ela saca lá do fundo do baú uma flor de papel que fiz na época da escola e dei de presente no dia das mães.

Para ela, este foi o melhor presente. A flor ficou guardada por mais de 27 anos e ela ainda se emociona! Ver a emoção de minha mãe foi…

…o melhor presente que já ganhei.
2 de fevereiro de 2007

Uma surpresa do fundo do baú

Chocolate SurpresaQuem não se lembra do Chocolate Surpresa da Nestlé?  Ele tinha a missão de incentivar as crianças a conhecerem mais sobre a natureza. Foi tão bem sucedido que teve gente que quase se formou biólogo.

Foi lançado na França e chegou no Brasil em 1983. Fez muito sucesso graças aos cromos temáticos que tinham detalhes da biologia de animais variados, além é claro de ser um chocolate delicioso. Um animal também vinha gravado em relevo no tablete o que causava a ilusão de que alguns formatos, como o hipopótamo, vinha com mais chocolate. No saldo final a gramatura era sempre a mesma, mas que criança prestava atenção nisso? O Chocolate Surpresa permaneceu no mercado por 15 anos e marcou a geração dos anos 80.

Álbuns
Com os álbuns era possível não só colecionar os cartões, mas ter um lugar legal para guarda-los. Para conseguir um álbum era só enviar 3 embalagens vazias para a Nestlé. Segundo a Wikipedia todos possuíam 30 cromos, com exceção do primeiro que possuía 20. A última coleção lançada no Brasil não possuía álbum próprio.

Álbum Ano de Circulação
Animais de Todo o Mundo 1983
Animais do Pantanal 1984
Maravilhas do Mar 1985
Animais da Amazônia 1986
A Fantástica Mata Atlântica 1987
Litoral e Ilhas Oceânicas 1988
Campos e Cerrados 1989
Sertões 1991
Cães de Raça 1992
Dinossauros 1993
Viagem Surpresa ao Fundo do Mar 1995
Viagem Espacial 1998

18 de dezembro de 2006

Balas Juquinha: O divertido gosto da infância com as deliciosas balas

Um pouco da história das balas Juquinha pra gente nunca esquecer do que é bom e manter viva a tradição de dar o gosto doce e divertido da infância às novas gerações.

Balas JuquinhaQuem no Brasil não se lembra das tradicionais balas Juquinha? Antes das balas Juquinha se tornarem famosas, a empresa produzia refresco em pó efervecente. Foi fundada em 1945 pelo português Carlos Maia, com a razão social de Salvador Pescuma Russo & Cia Ltda., e apenas nos anos 50 o antigo proprietário iniciou a fabricação de balas mastigáveis. Nasciam assim as famosas balas que encontraram logo uma grande aprovação em todo território nacional com o tradicional sabor Tutti-Frutti.

A guloseima clássica, inicialmente era produzida na cozinha da casa de Carlos Maia, com know-how adquirido de um colega da concorrente Balas Chita. Mas o empresário não tinha um nome para sua criação. Pediu sugestões a um amigo, também português, que não titubeou: “Coloque o meu nome, ora pois!”, disse o compadre Juca. O confeiteiro achou que o nome não era lá muito apropriado e decidiu usar o seu diminutivo. Foram batizadas, assim, as balas Juquinha.

Decidido a modernizar sua linha de produção, o português Maia comprou máquinas de última geração em 1979 e acabou se atolando em dívidas. Três anos depois vendeu a fábrica. O italiano Sofio a adquiriu e ampliou a linha com novos sabores de bala e pirulitos. No começo dos anos 80, desejando ampliar seus horizontes, a Juquinha começou a exportar para os Estados Unidos da América. Mais uma vez o sucesso é imediato.

6 de dezembro de 2006

Vamos resgatar a história dos doces? Dê seu depoimento.

A história do doce brasileiro não está documentada! Muita coisa foi perdida e está apenas na memória do nosso povo. Colabore com suas lembranças. 

Existem hoje inúmeras grandes fábricas de balas no Brasil, mas não foi sempre assim. No início os esforços de produção eram de fábricas de fundo de quintal produzindo balas misturando água, essências, açúcar, corantes, etc…

Rapidamente estas oficinas familiares conseguiram se tornar grandes estabelecimentos comerciais. O fatídico é que a história das balas, e muitos doces brasileiros quase desapareceu completamente.

O que se encontra atualmente, na sua grande maioria, não é proveniente de documentos, mas de relatos de pessoas envolvidas no setor e de consumidores que acabaram criando uma grande afinidade com estes produtos.

Nossas guloseimas caíram na graça do consumidor de tal forma que acabaram marcando uma época, basta lembrar do pirulito Zorro, dos chicletes Ping Pong, das balas Juquinha, balas Soft, balas Frumelo, drops Dulcora, balas Boneco, as Jujubas, balas Pez, Toffee, balas de leite Kopenhagen, Supra Sumo, Klep´s e uma infinidade de outras.

Se você você conseguir lembrar de mais algumas, não deixe de comentar e compartilhar os seus próprios relatos conosco. Eles serão concatenados para gerar história sobre cada um dos produtos e seria ótimo ter você participando.

Segue uma pequena lista de produtos tradicionais que ainda existem ou que já deixaram as prateleiras para ajudar nas lembranças. Espero no futuro poder gerar um documento permanente para ficar exposto em local privilegiado em nosso site para consulta na internet. É claro que cada relato terá seu devido crédito.

Lá vai:

  • Balas: Bala Banda, Balas Soft, Caramelos Nestlé, Sugus, Van Melle, Pastilhas Garoto, Frutas, Big Bol, Mentex, Bala Chita, Bala Pipper, Dadinho Dizzioli , Bala 7 Belo, Balas de Canela (e continua…)
  • Chocolates: Suflair, Suflair Alpino, Diamante Negro, Chokito, Língua de Gato, Sensação, Guarda-Chuva de chocolate, Stikadinho, Chocolate Puck, Croquete, Bis, Bombom Garoto, Nhá Benta, Moedas de chocolate, Cigarrinhos de chocolate, Lápis de chocolate, Baton Refeição da Bhering, Toblerone, Sem Parar (e continua…)
  • Guloseimas: Maria Mole, Doce Geléia, Chupeta, Sparkies, Confeti, Doce de Banana, Teta de Nega, Suspiro, Doce de Leite, Doce de Abóbora (e continua…)

É por enquanto, vamos parando por aqui. ;)

1 de dezembro de 2006

Pirulito Dipn’lik ainda existe

Pirulito Dipn'lik

Para surpresa de alguns clientes o pirulito Dipn’lik ainda existe. Mudou a embalagem e um pouco o gosto. Antigamente ele era mais azedinho. Para quem não lembra ou não conheceu era um pirulito que vinha em um saquinho que continha um pozinho doce.

Primeiro tinha que dar uma lambida para ele ficar grudento, depois era só mergulhar no saquinho com cuidado senão o pó acabava antes do pirulito. Era vendido no sabor uva, laranja e cereja.

Você já reparou como tudo que vira mania desenvolve um mito ou boato? Ele ficou famoso por dizerem que dava câncer, mas ninguém ligava.

7 de novembro de 2006

A moderna moda antiga

O maior fabricante de pirulitos da Espanha, Chupa Chups (que nome!), tinha uma maneira peculiar de anunciar. Além de distribuir amostras de seus pirulitos junto com videogames, eles apareciam dentro de um game chamado Zool. O game mostrava as aventuras de um pequeno ninja (parecido com o Sonic) que, em algumas fases, encontrava os pirulitos Chupa Chups e os usava para recuperar energia, vidas extras ou armas. Antes dessa Empresa espanhola (que hoje pertence ao grupo italiano Perfetti Van Melle), a Pepsico já havia introduzido seus mascotes Chester Cheetah (salgadinhos Elma Chips) e Cool Spot (7Up) nos games. Mas o jogo da Chupa Chups foi o único que não se preocupou em demonstrar-se como um grande comercial.

Atualmente esta técnica de marketing chama-se advergames. Se você achou a idéia interessante então pode entrar em contato com a Cybermídia e perguntar sobre o licenciamento de jogos e ler mais sobre este assunto no Virtual Entrepreneur.

26 de setembro de 2006

A marca da inocência

Cigarrinhos de chocolate PanNaquela época não parecia politicamente incorreto, afinal éramos crianças ou quase. Atualmente, seria totalmente inapropriado, indecente, escandaloso (nenhuma referência ao tal vídeo) vender para crianças alguma coisa semelhante a cigarros.

Ah, tempos bons aqueles de descobertas e brincadeiras em que tudo que pertencia ao mundo dos adultos era desejado e proibido.

Não fazia mal algum fazer propaganda com cigarrinhos de chocolate, era um desejo infantil, brincar com eles talvez até evitasse algumas tragadas escondidas no banheiro. Consumi muitos cigarrinhos de chocolate e nem por isso me tornei um fumante (talvez um pouco fofo), mas este ato, quase de “delinqüência juvenil”, foi o suficiente para confeccionar algumas teorias de conspiração hilárias.

Segundo Rodrigo Jéster a aparência inocente, a doçura do chocolate, tudo era parte de um plano para condicionar os adultos de hoje a consumir cigarros e que alguns dos fumantes entrevistados por ele em sessões de hipnoterapia, vejam só,  confessaram que ao invés de ver nas embalagens mensagens como “o fumo causa câncer”, apenas viam um menino sorridente, convidando-o a saborear o conteúdo da caixa. Suas pesquisas o levaram a crer que o foguete no topo da fábrica de chocolates Pan era um plano de fuga de figuras chaves do cartel tabagista. Se for isso mesmo, eles fugiram para o espaço porque o foguete já não está mais lá.

Hoje em dia os cigarrinhos, infelizmente, deixaram de existir e foram substituídos pelos politicamente corretos Chocolápis. Quem sabe a Pan não forme agora uma geração de escritores, ou pintores? De qualquer forma, eles continuam referenciando os lápis aos antigos cigarrinhos de chocolate de uma época inocente.

29 de agosto de 2006

Uma memória, mil lembranças

Minichicle AdamsQuando eu ia ao Cine Bristol assistir um filme, era regra e tão importante quanto comprar o ingresso, passar na lojinha de doces e pegar meu saquinho de mini chicletes. A vontade quase irresistível era de virar tudo na boca, de uma só vez.

Comer um só era um prazer meio aflitivo de vontade de mastigar mais, e disfarçadamente, pouco antes de começar o filme, cerrava os dentes com força, e carregava a mão com chicletinhos para fazer um volume maior.

Só tinham dois problemas; um era que não se podia segurar eles por muito tempo, senão os dedos ficavam grudando; outro é que eu nunca consegui fazer bola com ele. Alguém já conseguiu?

Esses doces maravilhosos eram o terror das economias infantis e adolescentes. Meus pais sempre aconselhavam a guardar um dinheirinho e não gastar tudo com doces e balas. Nunca consegui resistir a tentação, e até hoje, gasto quase tudo o que tenho com balas, chicletes, chocolates, pirulitos… Fazer o que?

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