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Não se meta com um empreendedor. Leva 1.21 segundos para uma praga dele pegar e não largar mais

Chuva de meia hora em Ribeirão é suficiente para detonar a cidade. É árvore que cai, inundação, carro arrastado para dentro do rio, fios de alta tensão sambando no chão, bueiros esguichando água a um metro e meio de altura, criança gritando, gente correndo, etc…
A cidade vira um inferno e nem é preciso bacia de água, gato preto nem o Constantine.
Depois de um tempo, quase tudo volta ao lugar. Menos o asfalto. Onde a enxurrada passa leva a camada leve de asfalto tapa buraco que a prefeitura coloca abrindo novamente as crateras no chão.
O dia do assalto (de novo)
Num dia desses, pós tempestade, entrou um maluco que devia ter cheirado pólvora e nos assaltou. Levou o caixa, um telefone sem fio e um saco de bombom Sonho de Valsa, na maior tranqüilidade.
Eu vi pela câmera na parte de cima da loja. Nessas horas, tudo o que a gente fala para os outros vai por água abaixo. É difícil ficar calmo, deixar levar e minimizar os riscos.
Liguei pra polícia e desci correndo para fazer sei lá o que e quando cheguei lá embaixo o cara já tinha ido embora de bicicleta.
A praga rogada
Xinguei até a vigésima quinta geração do meliante. Cara, que raiva. Sofremos muitos assaltos grandes e pequenos, contei alguns aqui e aqui.
Me acalmei um pouco e roguei a praga: Também, esse viado não vai poder aproveitar a grana nem o bombom Sonho de Valsa.
No mesmo segundo apareceu uns 15 moleques com meu telefone sem fio na mão e os bombons na boca. Tinha um lá que estava tentando engolir uns quatro bombons de uma só vez.
Perguntei o que houve e a resposta foi surpreendente. O ladrãozinho virou a esquina dando tudo que tinha na bicicleta e caiu dentro de um super buraco que a chuva abriu no asfalto. Se arrebentou todo e até que ele se recuperou a molecada pegou o dinheiro, os bombons e o telefone que caíram no chão.
É claro, os guris levaram a grana, pelo menos me devolveram o telefone. Só fiz questão deles me repetirem a história várias vezes, principalmente a parte que o ladrão se esborrachou de boca no chão.
Praga de empreendedor pega mesmo.