20 de novembro de 2006

E o vento levou

Chuvas e comércio
Boa parte dos moradores de Ribeirão Preto passou o dia de ontem em consertos ou na tentativa de reparar os danos causados a carros, residências e a estabelecimentos comerciais com as fortes chuvas da noite do domingo. A responsabilidade pelos transtornos, que resultaram em corte de energia, semáforos intermitentes e em nova cheia nos córregos Laureano e Ribeirão Preto, são da própria natureza. Mas nunca é difícil lembrar que, se tivesse melhor estrutura, RP não teria sofrido tanto.
O acesso à Avenida Francisco Junqueira pela rotatória Amin Calil teve de ser interditado durante as chuvas, e mesmo por horas seguidas, porque o risco de inundação era muito grande. O transtorno para os motoristas foi evidente também em trechos da Avenida Bandeirantes, que sofreu alagamentos, e mesmo na avenida Maurílio Biagi, onde ainda ontem à tarde grandes poças ainda provocavam os veículos.
O saldo das chuvas foram sérios danos a veículos, a tetos de estabelecimentos e mesmo ao meio ambiente, já que a Defesa Civil registrou a queda de 50 árvores.

Comércio aberto
O feriado de ontem, decretado apenas na última quinta-feira pelo prefeito Welson Gasparini, causou as esperadas confusões principalmente no comércio, principal atividade econômica de Ribeirão Preto. Quem abriu as portas, e teve de pagar horas extras ou montar banco de horas, torcia pelo esperado consumidor de cidades vizinhas. Em muitas lojas, houve movimentação, mas também em muitas delas os funcionários aproveitaram para organizar prateleiras para combater o ócio.

Jornal A CIDADE


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     Um comentário

    1. Janio Sarmento

      Beto, essa notícia me faz lembrar de quando minha família tinha uma loja de materiais de construção.

      Lembra o Ademar, daquela “novelinha” do curso Aprendendo a Empreender do SEBRAE? Pois é, meu pai administrava a loja meio como o Ademar…

      Mas, enfim, quando acontecia esse tipo de fenômeno natural a gente ouvia umas barbaridades do tipo: pra vocês está bom, né, todo mundo tem que deixar de comer para comprar telhas; ou então: se é que existe macumba, deve ser essa gente (minha família, claro) que faz pra dar essas tormentas pra obrigar a gente a gastar na loja deles.

      Enfim, o sentimento que tenho pela cidade em que vive um amigo meu (embora a gente só se conheça pelos nossos blogs) é o mesmo que eu tinha pela cidade em que viviam meus amigos com quem eu saía no fim de semana: estou rezando para que as coisas voltem logo ao normal, e que ninguém se machuque gravemente.

      Sorte, irmão.

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