Fiquei rico porque vendi xarope, mas compraram Coca-Cola
Nem sempre o produto que você vende é o mesmo que seu cliente compra. Fique atento para não deixar uma boa oportunidade de ganhar dinheiro passar.

A imagem acima é de uma escultura feita com chiclete de morango. Uma matéria prima no mínimo inusitada. Logo abaixo temos o homem que entrou para o livro dos recordes por fazer a maior corda de embalagem de chicletes de que se tem notícia.

Estas imagens me lembraram o ‘causo’ de um consultor que conheci. Um dos seus maiores desafios foi ajudar uma senhora a vender melhor seus bombons de chocolate.
Era um caso de amor pelo produto que ela mesma produzia.
A primeira coisa que o consultor fez, foi saber dos clientes o que eles achavam do produto dela. Bom, com certeza a senhora não ia gostar do resultado da rápida pesquisa. O produto não era lá essas coisas.
Mesmo depois do consultor dar a fatídiga notícia, ela se recusava a acreditar. Dizia que sempre tinha vendido seu produto do mesmo jeito. Como ela poderia ter chegado até ali sem um bom produto? Errada estava a pesquisa e não ela.
De volta a prancheta
O consultor voltou a pesquisa. Agora queria saber porque os clientes estavam comprando os bombons de chocolate se o consideravam um produto ‘duro de engolir’. O resultado dessa vez foi mais interessante.
A caixinha caro Watson, a caixinha.
Como a senhora estava irredutível quanto a qualidade do seu bombom de chocolate e o propósito do consultor era aumentar as vendas, ele desistiu de tentar convencê-la e concentrou-se na embalagem. Sugeriu ampliar a variedade de caixinhas, materiais e formatos.
A senhora gostou da idéia e pagou para ver.
O resultado foi excelente! As vendas aumentaram muito e sem ferir o orgulho da teimosa senhora. Apenas o consultor sabia que a loja vendia chocolate, mas os clientes compravam embalagem.
O mundo pelo prisma de quem compra
Todos que conheço já compraram e venderam alguma coisa. Não deveria ser difícil para quem vende saber o que se passa na cabeça de quem compra e vice-versa.
Procurar ver o mundo como o outro é um excelente exercício de vida e uma ótima chance de identificar uma oportunidade de ganhar dinheiro. Abaixo listei alguns produtos com dupla finalidade.
- Lata de biscoitos – Porta trecos
- Colchão de espuma – Bucha de pia
- Guardachuva – Bengala
- Coca-Cola Pet – Garrafa d’água
- Requeijão – Copo
- Celular – Câmera digital
- Bata frita em lata – Antena Wifi
Você lembra de mais algum?





"...o Blog da Doceshop rapidamente conquistou uma posição sólida entre os blogs corporativos no Brasil, tem muito e bom conteúdo, e é constantemente linkado por muita gente séria..."
"...o Roberto é um cara bacana (com meia dúzia de dicas que trocamos por comentários, e-mails e MSN ele montou um dos melhores blogs corporativos do Brasil)."
"...se eu fosse você, iria agora mesmo dar uma lida, porque de empreende- dorismo o cara manja. E tem visão. E é ético. Em outras palavras, uma opinião como a dele jamais pode ser ignorada, não é mesmo?"
1 março, 2008 às 8:48 pm
Produtos com dupla finalidade
Primeiramente quero parabenizar o grande empreendedor Roberto Machado, que tem idéias brilhantes, e com sua enorme capacidade de expressar opiniões, deixa seu leitor ou amigo quebrando a cabeça com suas perguntas hilariantes.
Como essa última, na qual fui questionado. Você conhece algum produto que tem uma finalidade, mas o consumidor compra para outro fim?
Veja algumas dicas:
Comprar saco de pano de colocar açúcar para fazer pano de chão.
Comprar rodas, campanas ou tanques de veículos para fazer churrasqueira.
Comprar mangueiras de soro hospitalar para fazer estilingue.
Comprar porta-ovos de isopor para fazer isolamento acústico.
Comprar jornal usado para fazer cestas.
Comprar redes de balançar para fazer colchas de cama.
Usar embalagens de leite longa vida para reduzir temperatura de ambientes cobertos.
7 março, 2008 às 4:02 pm
Roberto, boa tarde!
Segue um artigo da BBC que achei interessante:
Vontade de empresários no Brasil de burlar leis ‘não surpreende’
10 março, 2008 às 6:04 am
O cara da corda usou o equivalente a 74.400 dólares em chicletes para fazer essa corda. Sem dúvida em excelente consumidor da marca além de fazer muita publicidade viral.
Já soube de gente que bateu recordes de vendas porque literalmente vendeu gelatina para encher uma piscina.
A idéia foi do próprio vendedor que conhecendo um excêntrico endinheirado, sugeriu a façanha para animar uma festa.
16 abril, 2008 às 7:24 pm
As várias formas de reaproveitar ou fazer criações à partir de um objeto é fantástica, o homem tem uma mente ilimitada e como no exemplo do xarope que virou coca-cola foi só retirar o xarope da formula e engarrafar, temos uma idéia melhor ainda, tiraram todo o resto e engarrafaram simplemente água que dependendo da marca é mais cara que uma garrafa de coca-cola. Hoje quem tiver a mente mais inovadora ganha o mercado.
13 agosto, 2008 às 6:40 pm
[...] a mesma visão que seu cliente tem. Em muitos casos esses valores são diferentes, como evidenciei neste artigo aqui. Às vezes o empreendedor pensa vender um tipo de produto/serviço com a finalidade ‘x’ [...]
23 novembro, 2008 às 3:01 am
[...] A promoção era simples: a escola de segundo grau ou clube inscrito que juntasse mais embalagens do chiclete ganharia um show com uma banda famosa de rock em sua cidade. Os resultados foram animadores: além [...]