19 de março de 2007

Medo bom é o superado

Um amigo padeiro tentava entender porque o lucro de 10 anos atrás ficou sepultado no passado. Em suas filosofias chegou a uma conclusão da qual compartilho. Empreendedores mais velhos são verdadeiras bíblias de conhecimento mas em alguns casos param de fazer apostas. Descobrem uma fórmula para montar um time vencedor e param de inovar, ousar e acabam no ostracismo vivendo da inércia.

O Juvenal lembrou dos bons tempos em que na padaria se comprava pão e leite. Hoje evoluíram até a posição de minimercados para não perderem a concorrência com supermercados e o mar de empreendedores com a mesma idéia na cabeça.

Com a competição que temos hoje, quem abrir loja e ficar esperando o cliente entrar vai precisar comprar um mata-moscas. Apenas “ser” não adianta mais, é preciso ser diferente e o primeiro. O Juvenal sabe disso e suas idéias são geniais. Perguntei porque então ele não as colocava em prática caramba. Resposta: MEDO.

Me calei. Resolvi deixar ele digerir as próprias palavras. Reconhecer não é fácil e eu sei exatamente de que medo ele estava falando. O pioneirismo é acompanhado de críticas e existem riscos quanto a reputação criada a sangue suor e lágrimas. Muita gente ajuda, mas também há um outro grupo de pessoas que torce para que tudo dê errado.

O que falta eu dizer para meu amigo agora é que dá para medir o sucesso pela quantidade de pessoas que você agrada e que desagrada também. Se escolher um grupo social, imediatamente estará abrindo mão de outro. Não sei se o sucesso tem um segredo. No entanto, o fracasso tem um segredo evidente; Tentar agradar todo mundo.


Quem leu este artigo também visitou estes:



     5 comentários

    1. Rodrigo Leme

      Eu acho também que a idade impacta muito na questão de valiar riscos. Eu tinha um chefe que estava extremamente desagradado de trabalhar na firma onde estávamos, mesmo com uma posição de diretor, e pensava sempre em sair e montar seu negócio. Ele teria carteira, teria tudo para evoluir sozinho, queria usr conceitos que criamos no nosso trabalho e já tinha eu como funcionário, que apostava e dava incentivo para ele fazer isso; se ele fosse, eu ia junto.

      Mas ele começou a pesar apenas o que o pior cenário traria: ele já tinha certa idade, filha na faculdade, contas par apagar…aí, o ímpeto de se arriscar diminuiu e ele ficou. Não me conformei na época (tinha 22 anos), mas hoje olhando para trás eu vejo que a idade traz muito a perder para algumas pessoas, e isso empaca qualquer tentativa.

      Existem exceções? Acredito que sim, mas no contexto de país em que vivemos, uma pessoa de certa idade já não é mais propensa a se arriscar. Se é certo ou errado não sei.

      [Responder]

    2. Roberto Machado

      Oi Rodrigo. Eu acredito que riscos sempre existirão de várias formas indiscriminando as variáveis da idade. É através do tempo que ganhamos bagagem, conhecimento e estrutura, ou seja, o próprio empreendedor é em si um fator para ser avaliado no estudo do risco e viabilidade de um negócio. Ambas as situações, do novo empreendedor e do veterano, tem seus prós e seus contras.

      O sucesso ou o fracasso independe da idade. A própria internet oferece inúmeros exemplos disso em diferentes idades no ambiente brasileiro, além de outros fatores.

      Você disse que a idade impacta na questão de avaliar riscos. Concordo. Mas o que acontece às vezes, e que deve ser evitado ao máximo, é deixar que o medo seja uma das variáveis para se avaliar os riscos. O medo, este nunca deve reinar em situação alguma.

      Foi um prazer contar com sua participação Rodrigo, espero que aconteça mais vezes. Um abraço do Beto.

      [Responder]

    3. Marcelo

      É do ser humano se acomodar, desde a antiguidade falamos dos alquimistas que procuram a formúla de transformar chumbo em ouro, como não encontramos a formúla buscamos uma nossa.
      Porém muitas vezes esquecemos que a vida é dinâmica, e que o tempo todo provando estamos comprovando a teoria da evolução de DARWIN, portanto temos que nos adaptar a novas situações ou seremos extintos.
      Pra falar de empreendedorismo vou voltar no livro ´O estalo de Napoleão´ que já mencionei em outro comentário. Um plano não pode ser algo estático, temos que seguir como os melhores, atentos a novas oportunidades de avançar com nosso exercito sobre o terreno inóspeto (mercado), se tivermos que mudar radicalmente, porque assim ACREDITAMOS. Mudemos então rumo a conquista do novos territórios (Mercado). Vou lembrar o GENERAL PATTON com o 3º exercito encontrou uma brecha na defesa alemã e libertou mais de 12.000 (isto mesmo doze mil) cidades, vilas e vilarejos em pouco menos de um ano, avançado desenfreadamente, MAS VOU LEMBRAR QUE ELE TEVE QUE FICAR OBSERVANDO E QUANDO A OPORTUNIDADE APARECEU ELE A AGARROU SEM PESTANEJAR. Não interessava se tivesse que mudar tudo que tinha planejado até então, SE ENTREGOU AS SUAS CONVICÇÕES. Assim temos que ser sempre atentos ao que acontece, ao vermos uma oportunidade em que ACREDITAMOS, vamos até o fim.
      Ou então vamos fazer parte da estatística da teoria da EVOLUÇÃO de Darwin, do pior lado o das espécies extintas.

      [Responder]

    4. Descubra, entenda e acabe de vez com os inimigos do seu potencial » Blog da DoceShop

      [...] nunca saberá o que poderia ter feito. Para maximizar seu potencial, você deve neutralizar o medo com a [...]

    5. Neudy Macedo

      Excelente artigo.

      Sou empreendedora do bem estar.

      Produtos para alimentar nossas celulas.

      Gostaria de receber material pertinente ao assunto bem como para alavancar minhas atividades neste seguimento.

      no aguardo

      já agradeço

      Neudy

      [Responder]

     Qual é a sua opinião?