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Data da publicação 7 de maio de 2008

O que você faria se descobrisse que pode morrer amanhã?

A vida é um empreendimento de risco. A única certeza é a de que temos prazo de validade, mesmo assim cometemos o erro de viver com a sensação de imortalidade. 

Sentido da vida

Há dois dias fui relembrado do quanto o ser humano é efêmero. Minha sócia e irmã sofreu um horrível acidente de moto, já está estabilizada, mas machucou muito a perna.

Quando uma coisa assim acontece, tudo que parecia ser tão importante passa a ser nada. Aquele nervoso esperando o semáforo abrir, aquela oportunidade perdida, aquele dinheiro desperdiçado, aquele acordo que não cumpriram.

E numa fração de segundo, o que vem na cabeça são os filhos, os pais, os amigos e o que foi que fiz da minha vida até aqui. Quanto tempo perdido com amenidades, verborragias e pequenices.

Essa é a condição humana.

Lembre-se que temos prazo de validade 

Somente assim é que conseguimos realmente separar o joio do trigo e descobrir o que é realmente importante. Cada um tem uma meta, um objetivo visceral, uma razão de vida.

Para descobrir qual é a sua, basta ter noção de prazo. Da mesma forma que precisamos de referências para entender o que é alto e baixo, quente e frio, bonito e feito, bom e mal. Precisamos da refência para entender o verdadeiro e cru significado da nossa vida.

A referência da vida é a morte.

Uma palavra tão forte e tão distante, mas que pode nos alcançar com a velocidade da luz. Assim que um semáforo fecha e um motorista não vê, assim que o chão treme ou um assaltante nos visita.

O sofrimento é aprendizado. Essa é a lição do professor Randy Pausch, diagnosticado com câncer que o novo-MUNDO.org compartilhou e que agora repasso o caso em vídeo para você também.

Apesar de escrever hoje entristecido pelo caso de minha irmã, tento tirar disso o sumo real para aplicar na vida. Espero que ela também o faça, assim como os que precisam passar por situações parecidas.

Uma lição que também podemos aprender com Steve Jobs.

Relembrar que estarei morto em breve é a mais importante ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida.”

Com isso, ele ensina que quase tudo – todas as expectativas externas, todo medo de embaraço ou falha, todo orgulho – todas essas coisas simplesmente se desvanecem em face da morte, ficando apenas o que é realmente importante.

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 13 comentários

  1. Eliseusb PR: 0

    “Tem horas que o homem lá do céu resolve nos lembrar que
    quem manda é ele e a gente tá aqui de aluguel.”

    Deus não é homem, nem filho do homem !

    Suas matérias é show, estava sentindo falta dela, extendeu o tempo de envio, estava faltando alguma coisa na caixa de entrada por um tempo, rsrs !

    Abraços

  2. Lucia PR: 0

    Só Deus é que sabe…..

  3. Maria Aparecida Pacheco PR: 0

    “Com certeza o aprendizado está em todos os momentos da vida, mas os ‘ruins’, fazem com que repensemos, o que eh e o que queremos da vida.Todos queremos (pois viver vale a pena, e muito) as mesmas coisas, claro com algumas diferenças, a felicidade, o grande amor, a amizade, o exito… Mas acreditando piamente que a natureza é sábia, nada nos acontece sem um motivo necessário. Sinto pela sua irmã, mas com certeza sua parada, irá faze-la refletir sobre suas verdades e mentiras. Estimo suas melhoras.”

  4. Roberto Lima PR: 0

    Acho que não daria tempo de nada. Talvez fazer orações e pensar que esse dia possa ser adiado indefinidamente. Enquanto não sabemos de nada, vamos trabalhando e aprendendo lições e aplicando na vida prática, como essa que tocou minha campainha de alerta. Abraços .

  5. Marcelo Mahô PR: 0

    Está havendo algum problema. Tentei , tentei mas não consigui assistir o vídeo !

  6. Thalis Valle PR: 1

    Bendito seja o problema!

    Somente nas horas difíceis nós pensamos nisso. Todos dizem, mas poucos se lembram depois que a tempestade passa. Existem pessoas com algum “elo” espiritual ou vontade de amadurecer espiritualmente, através dos “quebradinhos” de verdades que hoje encontramos nas religiões, ensinamentos herméticos ou universalistas orientais. Embora muitos, todos sabem: morremos no corpo e renascemos na alma. É inevitável, por mais que entitulados teólogos não creem.

    Vivemos num mundo de caos e aprendizado, onde o problema e o sofrimento é uma das chaves para o melhoramento interno. Se aprendemos alguma coisa (mais fortes) hoje, mas no amanha esquecmos, estamos decretando que novos e maiores problemas apareçam. É assim que segue a humanidade. Fingindo, ignorando que ignoram o “lado espiritual” da coisa.

    Quem ainda taxa e debocha é materialista demais. E materialistas demais estão mais longe do que um simples e humilde possa imaginar. Vivem preocupando-se com coisas do tipo “ficar rico”, “conquistar status”, “conhecer várias mulheres”, “viajar muito”, etc.

    Será que não estamos vivendo numa época em que todos deveriam prestar mais atenção nas coisas que dizem respeito ao espiritual? Fica a pergunta…

  7. Anderson luiz PR: 0

    Roberto o melhor que você passou é que devemos viver a cada dia como se fosse o último, quanto a sua irmã espero que esteja bem melhor.
    Um grande abraço.

  8. Alex Camillo PR: 0

    Espero que sua irmã esteja melhor. Nós como seres humanos apenas damos valor as coisas quando a perdemos. Muitas vezes ficamos um período de tempo sem ligar para um amigo, um parente, as pessoas que realmente significam algo em nossas vidas.

  9. Francisco Amado PR: 0

    Estimo melhoras para sua irmã.

    Sem duvida a grande maioria passa pela vida e nem se lembra de viver a vida. É o domínio do pensamento materialista.

    Eu particularmente tento vivenciar meu lado espiritual e partilhar o que sei com outras pessoas.

    Tenho um blog onde só coloco assuntos relacionados com empresas e outro só de espiritismo, tento fazer minha parte, por que amanhã não estaremos mais aqui.

    Neste dia quero olhar para trás e ter certeza que não me omiti.
    Abraços.

  10. Lanna Stornelli PR: 0

    acho que eu correria para os braços da pessoa que eu amo de verdade, ficaria com ela o tempo todo sem desgrudar um segundo, ia bricar, dançar, sair me divertir, mais com ela do meu lado, depois disso morreria feliz !

  11. ALESSANDRA MACHADO PERNA PR: 0

    QUERO SOLUCIONAR MEUS PROBLEMAS E PARECE QUE NA TERRA AS PESSOAS NAO SAO OBJETIVAS ELAS USAM AS NOSSAS PROPRIAS PALAVRAS PRA NOS CONSOLAR .TALVEZ MORRENDO A SOLUÇAO É MAIS OBJETIVA E REALMENTE CLARA.

  12. Maria Lúcia PR: 0

    Achei fantástico os depoimentos. Entrei no site pq lembrei que vi na TV. Estou em um momento de profunda crise, parecendo “cego em tiroteio”. Trabalhei durante 21 anos na Varig (cuja trajetória é interessantíssimo, mas fica para depois). Me aposentei cedo por tempo de serviço. A minha filha (já fui mãe muito tarde), teve um pequeno problema de visão, então como estava aposentada fiz um vestibular para ortóptica, para saber como poderia ajudá-la. Não fecharam turma no horário que eu queria, então optei pela fonoaudiologia (não sabia o que era). Me graduei no final de 2003. Como era mais velha me senti analfabeta. Fiz pós em neurofisiologia, especialização c/crianças com disfunção neurológica – Bobath (paralisia cerebral).
    A Varig faliu e perdi o meu fundo de pensão. Para não enlouquecer fui para o Inst.Benjamin Constant como voluntária. Esta instituição atende cego e baixa visão, inclusive com multipla deficiência. Era a minha vida dando voltas(como sempre), Comecei tentando ortóptica para ajudar a minha filha, não fiz esta graduação, mas fui para uma instiuição de deficiência visual. Aprendi muito, ainda falta muito, mas fiz todos os cursos de atendimento a cegos e baixa visão.
    O dinheiro acabou e precisava continuar estudando, fui para a UFRJ e fiz uma inclusão sem vestibular, fui aprovada e estou cursando Pedagogia. O meu problema no momento é onde trabalhar. Quando abro as opções de ofertas só pedem administradores e tecnólogos. Atendimentos com a minha formação só em serviço público. Eu acredito, sinceramente, na capacidade de pessoas com deficiências, eles são capazes, e se o país tivesse uma cultura de valorização de pessoas nestas condições não teria encargos tão altos. O problema de visão da minha filha é muito leve, ela conseguiu evoluir nos estudos.Nunca estamos sós nestes momentos de grandes crises. Já que não tinha condições de pagar colégios, mandei cartas para várias escolas (antes de procurar a escola pública). Fui atendida por uma escola da comunidade judaica que leu a minha carta e me socorreu (não sou judia, e sou extremamente grata a esta comunidade). Minha filha estudou no Instituto de Tecnologia ORT , se formou no ensino médio em técnico de comunicação social.
    Todo este exercício de vida me ajuda a lembrar da esperança, do espiritual, dos amigos, e acima de tudo, de um ser superior, seja lá a religião que responda as suas perguntas.
    Maria Lúcia Esteves

  13. aline PR: 0

    obrigada pelo Email,você mais uma vez contribuiu significativamente para minha formação humana e profissional,estava sentindo falta das suas matérias.um grande abraço

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