Boas dicas
de presente
Com nossa caixa de presente você vai surpreender sempre, com o melhor presente!
Um problema da modernidade é que não existe mais romantismo em dar presente. Agradar a pessoa que ama virou sinônimo de presentes padronizados.
Se você cansou de sorrizinhos amarelos e falsos agradecimentos, fuja de:
- Celulares (mais uma conta pra pagar)
- PenDrives (todo mundo pode ter um)
- Gravatas e cuecas (as gavetas estão cheias)
- Carteiras (prefiro o presente em dinheiro)
- CDs de música (já ouviu falar do Kazza?)
- Flores (é, até que vai, mas morre e some)
- Roupas (noossa! não precisava)
- Sapatos (se não servir, troca na loja)
Percebeu? Presentes comuns a própria pessoa vai na loja da esquina e compra. O presentear vira ato reflexo, uma coisa sem gosto nem cheiro. Tipo, tó! Pega ai.
Você já ganhou roupa quando era criança e estava esperando um brinquedo? Esse é o sentimento de ganhar um presente tapa buraco.
A mensagem que um presente passa
Quando você dá um presente para alguém, está informando essa pessoa de duas coisas muito importantes:
- Quem você quer ser para ela.
- O que ela representa para você.
Os presentes têm significados inconscientes. Dar um conjunto de panelas ou um mouse, comunica: Vejo você como um mero trabalhador.
Perfumes, sabonetes e produtos de higiene pessoal também podem não comunicar algo agradável.
E você nunca saberá disso, porque a educação impede as pessas de reclamarem de um presente. Só sei disso porque resolvi correr o risco e abri o jogo numa reunião do amigo secreto. Todo mundo entrou na brincadeira.
Um presente padrão, que todo mundo ganha igual, comunica que você não conhece realmente a pessoa que presenteou. Sendo assim, qualquer coisa serve.
O que dar de presente?
Você já assistiu "O homem bicentenário"? Neste filme há um momento em que um robô quebra um cavalinho de cristal de uma menininha. Ela adorava o cavalinho.
O robô, como se expressasse sentimento, fica pensativo por ter magoado a menininha e caminhando pela praia recolhe um pedaço de madeira perdido na areia.
Ao chegar em casa o robô, em um ato "criativo", esculpe um novo cavalinho com a madeira recolhida e presenteia a menininha que fica grata e surpresa com o ato.
Já idosa, a menininha chama o robô em seu leito de morte, para despedir-se. Assim que morre, abre a mão e deixa cair o velho cavalinho de madeira.
O robô se lamenta por não ter lágrimas.
A moral da estória.
Essa estória ilustra perfeitamente o que significa dar o melhor presente. Ele precisa:
- Estar vinculado a um sentimento ou momento.
- Ser personalizado ou único.
- Comunicar, passar uma mensagem.
- Resistir ao tempo.
- Criar memória.
- Estimular todos os 5 sentidos.
- Ser reutilizável.
- Emocionar quem recebe e quem dá o presente.
- Exigir algum esforço de quem presenteia.
- Causar expectativa ou surpresa.
A estoria do robô é uma crítica ao comportamento humano que tem se tornado frio e mecânico e utiliza a antítese de uma máquina com sentimentos.

